Em entrevista à CNN Brasil, Temer afirmou que recebeu honorários pelo trabalho e explicou que sua atuação tinha como objetivo buscar alternativas e possíveis soluções para a situação enfrentada pelo banco.
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Michel Temer diz que Ministros do STF deveriam se declarar impedidos de julgar Banco Master
Da redação
O ex-presidente Michel Temer confirmou nesta sexta-feira (10) que foi contratado pelo Banco Master para prestar serviços de consultoria e mediação institucional antes da liquidação da instituição pelo Banco Central do Brasil, ocorrida em novembro do ano passado.
Em entrevista à CNN Brasil, Temer afirmou que recebeu honorários pelo trabalho e explicou que sua atuação tinha como objetivo buscar alternativas e possíveis soluções para a situação enfrentada pelo banco. Segundo ele, o contrato foi encerrado sem que houvesse êxito nas tentativas de mediação.
A confirmação da consultoria ocorre em meio à repercussão sobre os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master, cuja liquidação foi determinada pelo Banco Central após a instituição enfrentar dificuldades. A atuação de figuras públicas em processos desse tipo costuma atrair atenção, especialmente quando envolve articulações institucionais e o sistema financeiro.
Durante a entrevista, Temer também abordou possíveis implicações jurídicas do caso e avaliou que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que eventualmente tenham ligação com o episódio deveriam se declarar impedidos de participar de julgamentos relacionados ao tema. A declaração reacende discussões sobre imparcialidade, conflito de interesses e a necessidade de transparência em decisões judiciais.
Até o momento, não há indicação de irregularidades na atuação do ex-presidente, que classificou o trabalho como uma consultoria privada dentro dos limites legais. Ainda assim, o episódio levanta questionamentos sobre a participação de ex-chefes de Estado em negociações envolvendo instituições financeiras em crise.
O caso segue sendo acompanhado por autoridades e pode gerar novos desdobramentos, tanto no campo regulatório quanto no jurídico, à medida que se aprofundam as análises sobre a situação do Banco Master e os agentes envolvidos.
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