Nos últimos anos, o DHS tem sido alvo de críticas por supostas inconsistências e alegações não comprovadas em casos envolvendo pessoas feridas durante ações de agentes federais, o que aumenta a pressão por maior transparência e responsabilização.
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Imigrante baleado por agentes do ICE na Califórnia pode pegar até 20 anos de prisão
Um homem identificado como Carlos Ivan Mendoza Hernandez, de 36 anos, foi baleado por agentes do Departamento de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, sigla em inglês) no dia 7 de abril, na cidade de Patterson, região rural do Vale Central da Califórnia, a cerca de 130 quilômetros ao sudeste de San Francisco.
De acordo com seu advogado, Hernandez foi atingido por mais de seis disparos, incluindo tiros no rosto, durante a ação dos agentes. O caso levanta questionamentos sobre o uso da força por autoridades de imigração, especialmente diante do histórico recente de episódios semelhantes.
Após o incidente, Hernandez passou a enfrentar acusações criminais apresentadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) e pode ser condenado a até 20 anos de prisão. Ele é mais um entre os casos em que pessoas feridas em operações do ICE acabam também sendo processadas criminalmente.
Na região de Los Angeles, segundo relatos, o Departamento de Justiça tem enfrentado dificuldades para obter condenações em processos que envolvem supostas agressões contra agentes de imigração. Nos últimos meses, uma série de casos resultou em absolvições ou arquivamentos, gerando críticas e questionamentos sobre a condução dessas acusações.
A defesa de Hernandez também aponta falhas na investigação. O advogado Patrick Kolasinski afirmou que, após uma semana de apuração, o FBI não teria ouvido testemunhas-chave do caso, incluindo o agente que figura como suposta vítima na ocorrência.
Até o momento, o Departamento de Segurança Interna (DHS) não respondeu aos questionamentos sobre a condução da investigação, nem esclareceu por que agentes envolvidos não teriam sido formalmente entrevistados.
Hernandez é pai de uma criança de dois anos, fruto de seu relacionamento com uma cidadã norte-americana. O caso reacende o debate sobre as práticas de fiscalização migratória nos Estados Unidos e o uso da força em operações envolvendo imigrantes.
Nos últimos anos, o DHS tem sido alvo de críticas por supostas inconsistências e alegações não comprovadas em casos envolvendo pessoas feridas durante ações de agentes federais, o que aumenta a pressão por maior transparência e responsabilização.
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