Até o momento, não houve posicionamento oficial do governo americano sobre as declarações de Bovino. O tema, no entanto, segue alimentando discussões intensas tanto no cenário político quanto nas redes sociais.
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Ex-chefe da Patrulha de Fronteira afirma que existem “100 milhões de imigrantes ilegais nos EUA”
Declarações do ex-agente-chefe da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, Greg Bovino, geraram forte repercussão após ele afirmar que até “100 milhões” de imigrantes estariam vivendo ilegalmente no país — e que “todos precisam sair”.
A fala ocorreu durante entrevista ao programa The Late Show Live, da emissora britânica GB News, em conversa com o apresentador Ben Leo. Questionado sobre o número de deportações realizadas até o momento, Bovino disse não estar satisfeito com os resultados e defendeu uma postura mais rígida das autoridades migratórias.
“Pode haver 100 milhões de pessoas vivendo ilegalmente no país — ou dezenas de milhões a mais, provavelmente 100 milhões”, afirmou. Em seguida, reforçou sua posição: “Todos precisam ir embora”.
As declarações, no entanto, divergem significativamente de estimativas amplamente aceitas por especialistas e órgãos oficiais. De acordo com dados do Pew Research Center e do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), a população de imigrantes indocumentados no país gira em torno de 10 a 11 milhões — número que se mantém relativamente estável há mais de uma década.
Analistas apontam que a cifra mencionada por Bovino não possui respaldo em estudos demográficos ou levantamentos governamentais recentes, o que levanta questionamentos sobre a precisão das informações apresentadas.
A fala também reacende o debate sobre políticas migratórias nos Estados Unidos, especialmente em um momento de forte polarização política. Enquanto setores mais conservadores defendem o endurecimento das leis e aumento das deportações, organizações de direitos humanos e especialistas alertam para os impactos sociais, econômicos e humanitários de medidas mais radicais.
Até o momento, não houve posicionamento oficial do governo americano sobre as declarações de Bovino. O tema, no entanto, segue alimentando discussões intensas tanto no cenário político quanto nas redes sociais.
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