Natural de Chicago (Illinois), Kevin enfrentava um câncer de cólon em estágio avançado, com metástase para outros órgãos
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Jovem com câncer terminal, cidadão dos EUA, morre um dia após reencontrar os pais deportados para o México
DA REDAÇÃO
O jovem Kevin González, de 18 anos, cidadão americano e diagnosticado com câncer terminal, morreu no último domingo (10), apenas um dia depois de conseguir realizar seu último desejo: reencontrar os pais, que viviam no México e estavam impedidos de entrar nos Estados Unidos.
Natural de Chicago (Illinois), Kevin enfrentava um câncer de cólon em estágio avançado, com metástase para outros órgãos. Diante do agravamento do quadro clínico, seus pais, Isidro González Avilés e Norma Anabel Ramírez Amaya, solicitaram vistos humanitários para permanecer ao lado do filho durante seus últimos dias de vida.
No entanto, o pedido foi negado pelas autoridades norte-americanas devido ao histórico imigratório do casal, que já havia sido deportado anteriormente.
Determinados a se despedir do filho, os pais cruzaram novamente a fronteira sem autorização, mas foram detidos por agentes do Departamento de Imigração (ICE, sigla em inglês) no estado do Arizona.
O caso ganhou repercussão nacional após Kevin fazer um apelo público emocionado, pedindo que seus pais fossem liberados para que pudessem estar com ele antes de sua morte.
Diante da comoção, um juiz federal autorizou a deportação acelerada do casal para o México, permitindo que eles se reencontrassem com o filho no sábado (10), na casa da avó materna de Kevin, no estado de Durango.
No dia seguinte ao reencontro, Kevin morreu cercado pelos pais e demais familiares. A história comoveu milhares de pessoas e reacendeu o debate sobre o impacto humano das políticas migratórias dos Estados Unidos, especialmente em casos envolvendo famílias separadas e situações de extrema urgência médica.
Organizações de defesa dos imigrantes criticaram a recusa inicial do visto humanitário e destacaram que, em casos como esse, a burocracia pode impedir que famílias vivam momentos fundamentais de despedida.
A morte de Kevin González transformou-se em símbolo do drama enfrentado por milhares de famílias divididas entre fronteiras, onde questões migratórias e decisões administrativas acabam tendo consequências profundamente humanas.
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