Brasileiros que vivem na Carolina do Sul têm sido alvo de uma nova onda de fraudes envolvendo supostas seguradoras de automóveis. Criminosos utilizam redes sociais e grupos da comunidade para se passar por corretores de seguros, oferecendo planos com valores muito abaixo do mercado para atrair vítimas. Após receberem os pagamentos antecipados, os golpistas desaparecem sem registrar qualquer apólice legítima.
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Comunidade brasileira sofre prejuízos e enfrenta problemas com a Justiça após cair em golpes de seguros falsos nas redes sociais
Brasileiros que vivem na Carolina do Sul têm sido alvo de uma nova onda de fraudes envolvendo supostas seguradoras de automóveis. Criminosos utilizam redes sociais e grupos da comunidade para se passar por corretores de seguros, oferecendo planos com valores muito abaixo do mercado para atrair vítimas. Após receberem os pagamentos antecipados, os golpistas desaparecem sem registrar qualquer apólice legítima.
Em muitos casos, os motoristas só descobrem que foram enganados quando precisam utilizar o seguro ou durante fiscalizações de trânsito realizadas pelas autoridades americanas. Conforme informações apuradas pelo Blog do Marcelo, diversas vítimas perceberam a fraude apenas ao serem paradas pela polícia e constatarem que não havia nenhuma cobertura ativa vinculada ao veículo.
Um dos casos envolve um morador da região de Greenville, identificado pelo nome fictício de Carlos para preservar sua identidade. Segundo ele, o contato inicial aconteceu por meio de um grupo de brasileiros no Facebook. O suposto corretor conversava em português, demonstrava conhecimento técnico e chegou até a enviar documentos falsificados simulando um contrato oficial. A fraude veio à tona durante uma blitz policial, quando os agentes verificaram que o automóvel estava sem seguro válido. Além do dinheiro perdido, Carlos precisou lidar com multas e possíveis consequências legais por descumprir a legislação americana, que exige cobertura obrigatória para circulação de veículos.
As autoridades e vítimas relatam que os criminosos costumam trocar constantemente de números de telefone e perfis online para dificultar a identificação. Outra brasileira, da região de Charleston, identificada apenas como Juliana, afirmou que começou a desconfiar após notar atrasos no recebimento dos documentos da apólice. Quando tentou entrar em contato novamente, descobriu que o telefone havia sido desativado. Ela afirma que os golpistas criam rapidamente novas contas e linhas telefônicas para continuar aplicando o esquema dentro da comunidade brasileira.
O medo de denunciar tem contribuído para o avanço desse tipo de crime na Carolina do Sul. Muitas vítimas evitam procurar a polícia ou tornar o caso público por vergonha ou receio de enfrentar problemas relacionados à situação imigratória nos Estados Unidos. A falta de denúncias formais acaba favorecendo a atuação contínua dos estelionatários, que seguem utilizando as redes sociais para encontrar novos alvos entre os imigrantes brasileiros.
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