Publicidade

Publicidade

edição ma

Edição MA 4392

Última Edição #4392

Edição MA 4392

BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 86
Última Edição #86

Mãe deportada luta para voltar aos EUA para se despedir do filho de 3 anos brutalmente assassinado

O ato também deve reunir defensores dos direitos dos imigrantes e vítimas de violência doméstica, tema que, segundo os advogados, fazia parte da realidade vivida pela família antes da tragédia.


Uma mãe hondurenha deportada dos Estados Unidos vive uma corrida contra o tempo para conseguir retornar ao país e se despedir do corpo do filho de apenas 3 anos, brutalmente assassinado enquanto estava sob os cuidados de um familiar. O caso gerou forte repercussão nacional e reacendeu debates sobre os impactos das deportações de imigrantes nas famílias e crianças que permanecem nos EUA.

Segundo investigadores do condado de Escambia, na Flórida, o pequeno Orlín Reyes foi espancado até a morte em março de 2026 pelo próprio tio, Samuel Maldonado Erazo. A mãe da criança, Wendy Reyes, de 29 anos, havia sido deportada para Honduras em janeiro deste ano após ser detida durante uma abordagem policial no Alabama.

Wendy afirma que pediu diversas vezes para levar o filho consigo durante o processo de deportação, mas diz que as autoridades ignoraram seus pedidos. Sem alternativas imediatas, ela acabou deixando o menino sob os cuidados do cunhado — homem que agora responde pelo assassinato da criança e se declarou inocente perante a Justiça.

A situação se tornou ainda mais dramática porque o estado do corpo da criança se deteriorou após os exames periciais e autópsias, obrigando as autoridades funerárias a acelerarem o sepultamento. Advogados e apoiadores tentam agora um esforço emergencial para conseguir autorização humanitária que permita o retorno temporário de Wendy aos Estados Unidos antes que o caixão seja definitivamente lacrado.

A advogada de imigração Shalyn Fluharty, que representa Wendy Reyes, classificou o caso como uma situação “extraordinária”.

“Estamos pedindo um milagre”, declarou. “Permitir que essa mãe enterre o filho e participe do processo criminal é simplesmente o correto.”

Inicialmente, a família planejava enviar o corpo do menino para Honduras. Porém, devido aos atrasos e complicações relacionadas ao estado do corpo, surgiu a possibilidade de Wendy retornar aos EUA para realizar o funeral no país onde Orlín nasceu e tinha cidadania americana.

O caso também trouxe críticas severas às políticas de imigração e à atuação do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos). Em comunicado oficial divulgado após a prisão do suspeito, o diretor do ICE, Todd Lyons, responsabilizou Wendy pela morte do filho, afirmando que ela “abandonou” a criança aos cuidados de um homem violento.

Wendy rebateu a acusação e disse, em entrevista ao News Journal, que jamais teve a opção de levar o filho consigo para Honduras e que implorou repetidamente para permanecer com a criança.
Organizações comunitárias e ativistas afirmam que o caso expõe uma realidade cada vez mais comum nos Estados Unidos: crianças americanas ficando vulneráveis após a prisão e deportação repentina dos pais imigrantes. Segundo dados citados pela reportagem, mais de 145 mil crianças americanas tiveram ao menos um dos pais detido desde o início da política de deportações em massa do governo do presidente Donald Trump.

Uma vigília à luz de velas em homenagem ao menino Orlín Reyes foi marcada para esta quinta-feira em Pensacola, na Flórida. O ato também deve reunir defensores dos direitos dos imigrantes e vítimas de violência doméstica, tema que, segundo os advogados, fazia parte da realidade vivida pela família antes da tragédia.

📱 Baixe o app Brazilian Times — Grátis

Publicidade

Brazilian Times
Brazilian Times
Grátis · Google Play
BAIXAR
×