As vaias da torcida do Vasco traduziram o tamanho da frustração em São Januário. O Bragantino não apenas venceu, mas dominou a partida e construiu um placar de 3 a 0 que poderia ter sido ainda maior, não fosse o pênalti desperdiçado por Eduardo Sasha. Rodriguinho, Pitta e Fernando marcaram os gols que consolidaram a superioridade paulista diante de um Vasco apático, que viu sua atuação implodir dentro de casa e ainda presenciou a hostilidade da torcida contra o técnico Renato Gaúcho.
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Bragantino supera Vasco e cola no G4
As vaias da torcida do Vasco traduziram o tamanho da frustração em São Januário. O Bragantino não apenas venceu, mas dominou a partida e construiu um placar de 3 a 0 que poderia ter sido ainda maior, não fosse o pênalti desperdiçado por Eduardo Sasha. Rodriguinho, Pitta e Fernando marcaram os gols que consolidaram a superioridade paulista diante de um Vasco apático, que viu sua atuação implodir dentro de casa e ainda presenciou a hostilidade da torcida contra o técnico Renato Gaúcho.
Com o resultado, o Bragantino chegou aos 26 pontos e subiu para a quinta colocação, ficando a apenas um ponto do G-4. O Vasco, por sua vez, estacionou nos 20 pontos e se manteve perigosamente próximo da zona de rebaixamento, em 16o lugar, apenas dois pontos acima do Z-4. A diferença de momento entre as duas equipes ficou evidente ao longo dos 90 minutos.
O calendário também pressiona os dois lados. O Vasco volta a campo na quarta-feira, às 19h, contra o Barracas Central, pela Conmebol Sul-Americana, novamente em São Januário. No Brasileirão, encara o Atlético-MG no domingo, às 16h, também em casa. O Bragantino, por sua vez, enfrenta o Carabobo na quarta-feira, às 21h30, pela Sul-Americana, e no domingo recebe o Internacional às 11h, pelo Brasileirão.
A relação da torcida vascaína com o elenco e comissão técnica ficou ainda mais desgastada. Não apenas os jogadores foram vaiados, como Lucas Piton, Brenner e Saldivia, mas também Renato Gaúcho foi alvo de copos arremessados e gritos hostis após o terceiro gol do Bragantino. O ambiente em São Januário se tornou pesado e reflete a crise que o clube atravessa.
Do lado do Bragantino, a grande notícia foi a atuação de Isidro Pitta. O atacante paraguaio, que figura na pré-lista de Gustavo Alfaro para a Copa do Mundo, foi um dos melhores em campo e reforçou sua candidatura para estar no Mundial. Em contrapartida, Eduardo Sasha voltou a desperdiçar um pênalti, o terceiro consecutivo, alimentando a discussão sobre Tiago Volpi assumir a função de cobrador oficial.
Antes da bola rolar, o Vasco realizou uma homenagem a Geovani, ídolo histórico que faleceu na segunda-feira anterior (18), aos 62 anos. Conhecido como “Pequeno Príncipe”, o meia marcou época em três passagens pelo clube, com títulos e com 50 gols em 408 jogos, e foi lembrado com emoção pelos torcedores presentes.
No primeiro tempo, o Bragantino foi superior em todos os aspectos. Com mais posse de bola e organização, abriu o placar com um belo chute de Rodriguinho de fora da área. Pitta e Herrera também tiveram boas oportunidades, mas pararam em Léo Jardim. O Vasco tentou responder com Spinelli e Andrés Gómez, mas ambos desperdiçaram chances claras. Ao fim da etapa, as vaias já ecoavam contra o time da casa.
Na segunda etapa, o Vasco até ensaiou uma reação, com Tiago Volpi defendendo chutes de Brenner e Spinelli. Mas o Bragantino respondeu com eficiência: Pitta marcou o segundo gol e praticamente selou a vitória. No fim, Fernando aproveitou falha de Saldivia para fazer o terceiro e transformar o ambiente em São Januário em um caldeirão de protestos. Sasha ainda perdeu a chance de ampliar, desperdiçando outro pênalti. O apito final confirmou a festa paulista e a crise vascaína.
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