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Revista Brazilian Times # 83
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Ginasta Rebeca Andrade de volta às competições

No Pan do Rio, além da busca por classificação, haverá também a celebração de uma carreira que segue brilhando e que ainda promete escrever novos capítulos na história do esporte nacional

Rebeca Andrade está oficialmente convocada para defender a seleção brasileira no Campeonato Pan-Americano de ginástica artística, que será realizado no Rio de Janeiro entre os dias 17 e 21 de junho.

Depois de um ano sabático em 2025, a maior medalhista olímpica do Brasil retorna às competições justamente em casa, aos 27 anos, animada com a chance de contar com o apoio da torcida verde-amarela.

Em entrevista ao Jornal Nacional, ela destacou a importância da competição, que vale vaga para o Mundial e, consequentemente, para os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028. A campeã olímpica não compete desde Paris 2024, quando conquistou quatro medalhas — um ouro, duas pratas e um bronze. Antes, em Tóquio-2020 (disputada em 2021, por causa da pandemia da Covid-19), ela havia obtido um ouro e uma prata, totalizando seis pódios olímpicos.

Após os feitos históricos de 2024, Rebeca decidiu se afastar para recuperar corpo e mente, algo que nunca havia feito desde que entrou para a seleção em 2013. Ela afirmou que precisava desse descanso para poder voltar em alto nível e ressaltou que, apesar de já ter conquistado todos os resultados que sonhava, ainda sente que tem mais a entregar ao esporte. O Pan-Americano do Rio vai marcar o início da corrida olímpica para os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.

A competição classificará cinco equipes femininas e quatro masculinas para o Mundial de Roterdã, em outubro, que será o primeiro passo rumo às Olimpíadas. As equipes medalhistas na Holanda estarão garantidas nos Jogos de 2028, o que aumenta ainda mais a relevância da disputa no Brasil. Além de Rebeca, outras cinco ginastas serão chamadas, totalizando seis atletas para cinco vagas de titulares. Uma delas será reserva, e existe a possibilidade de que seja a própria Rebeca.

Isso porque, após poucos meses de retomada dos treinos técnicos, ela está apta apenas para competir no salto, enquanto a equipe pode precisar de atletas que atuem em mais aparelhos. O técnico da seleção feminina, Francisco Porath, o Xico, explicou que a estratégia depende de ter ginastas versáteis. Ele destacou que Rebeca está na lista, mas que sua participação em apenas um aparelho muda a dinâmica da equipe. A decisão final sobre quem será titular ou reserva deve ser tomada apenas às vésperas da competição, possivelmente após o treino de pódio, que funciona como ensaio geral com árbitros presentes. Mesmo que fique na reserva, Rebeca encara o Pan como parte de seu processo de retorno.

As barras assimétricas, seu aparelho favorito, seguem como motivação, já que é a única final olímpica que lhe falta. Ela revelou que ainda sonha em conquistar uma medalha nessa prova, mas ressaltou que o principal objetivo agora é ser feliz e continuar amando o esporte. A ginasta afirmou que está disposta a treinar e correr atrás de novas conquistas, mas que encara os resultados como consequência natural de sua dedicação.

Para ela, o mais importante é sentir prazer em competir e aproveitar cada momento. Rebeca disse que não sabe exatamente quais competições disputará este ano, mas garantiu que está batalhando para que o Brasil esteja em Los Angeles. O retorno de Rebeca Andrade é simbólico para a ginástica brasileira. Sua presença inspira uma nova geração de atletas e reforça a confiança da equipe em um ciclo olímpico que já começa com grandes expectativas.

No Pan do Rio, além da busca por classificação, haverá também a celebração de uma carreira que segue brilhando e que ainda promete escrever novos capítulos na história do esporte nacional.

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