Para brasileiros que vivem nos Estados Unidos ou planejam viagens internacionais, a proposta ainda permanece no campo das discussões políticas
Publicidade
Publicidade
Plano do DHS para retirar agentes de aeroportos em “cidades santuário” gera temor de caos nas viagens internacionais
Uma proposta em análise pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) tem provocado forte reação da indústria aérea e preocupação entre passageiros e autoridades locais. O plano prevê a retirada de agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) de aeroportos localizados em chamadas “cidades santuário”, medida que poderia comprometer o processamento de voos internacionais e gerar atrasos ou cancelamentos em grandes centros aeroportuários do país.
A ideia foi mencionada pelo secretário do DHS, Markwayne Mullin, que afirma estudar formas de redistribuir agentes federais para áreas consideradas prioritárias na fiscalização imigratória. Segundo ele, cidades que limitam a cooperação com autoridades federais de imigração estariam dificultando operações do governo e exigindo uma nova estratégia de alocação de recursos.
Entre os aeroportos que poderiam ser afetados estão importantes portas de entrada internacionais em cidades como Nova York, Los Angeles, Chicago e San Francisco — locais que movimentam milhões de passageiros por ano e concentram grande parte do tráfego aéreo internacional dos Estados Unidos. Sem agentes do CBP, passageiros e cargas internacionais não poderiam ser processados normalmente, o que criaria impacto direto nas operações aéreas.
A possibilidade gerou críticas imediatas de entidades do setor de turismo e aviação. Grupos como Airlines for America e U.S. Travel alertaram que a medida poderia causar prejuízos econômicos significativos, afetar cadeias logísticas e dificultar o deslocamento de turistas e viajantes de negócios. As organizações afirmam que grandes aeroportos não possuem substitutos imediatos capazes de absorver um eventual redirecionamento de voos internacionais.
O próprio secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, demonstrou reservas em relação à proposta. Em audiência no Congresso, ele afirmou que o transporte aéreo não deveria ser interrompido por divergências políticas entre governos locais e federais. Especialistas em transporte também alertam que retirar agentes federais de hubs internacionais poderia provocar um cenário de forte congestionamento e desorganização operacional.
Até o momento, o DHS não anunciou uma decisão oficial nem apresentou cronograma para implementação da medida. Analistas jurídicos avaliam que qualquer tentativa de suspender o processamento internacional em aeroportos de cidades santuário provavelmente enfrentaria contestação judicial, já que governos locais e especialistas questionam a legalidade de usar operações aeroportuárias como instrumento de pressão política.
Para brasileiros que vivem nos Estados Unidos ou planejam viagens internacionais, a proposta ainda permanece no campo das discussões políticas. No entanto, o debate já acendeu um alerta no setor aéreo e levanta dúvidas sobre possíveis impactos em voos, conexões e no fluxo de visitantes em um momento em que o país também se prepara para grandes eventos internacionais.
Publicidade




