Na fase ofensiva, o Brasil chega a se posicionar em um 3-2-5, com Wesley avançado, Douglas mais fixo e Paquetá apoiando o ataque
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CBF privilegia privacidade da Seleção
A Confederação Brasileira de Futebol reforçou que vai zelar pela privacidade do grupo de jogadores e da comissão técnica durante a preparação para a Copa do Mundo. A medida tem como objetivo blindar o elenco de distrações externas e garantir um ambiente de concentração total. Nesta quarta-feira, 3 de junho, segundo dia da seleção em Nova Jersey, nos EUA, houve contato com o público em caráter excepcional.
O treino contou com convidados escolhidos pela administração local, como membros de projetos sociais e crianças de escolinhas, que puderam acompanhar toda a atividade, receber autógrafos e fotos, além de transmitir apoio e carinho aos atletas. Apesar desse momento de aproximação, a rotina da equipe será marcada pelo isolamento.
A convocação de Carlo Ancelotti atraiu grande atenção midiática, mas a passagem pela cidade americana tende a seguir caminho oposto. A CBF reservou o hotel The Ridge, em Basking Ridge, exclusivamente para a delegação, com forte esquema policial que impede qualquer aproximação de torcedores. Nem mesmo a fachada pode ser vista, o que elimina as tradicionais cenas de tietagem na chegada da equipe. O mesmo ocorre no centro de treinamento do New York Red Bull, em Morristown, onde policiais bloqueiam o acesso de carros e pedestres à entrada principal.
No pé da ladeira que leva ao CT, brasileiros que vivem na região se reúnem na esperança de acenar para o ônibus da seleção. O grupo, que começou com cerca de 20 pessoas, já chegou a uma centena, formado em grande parte por quem não conseguiu comprar ingressos devido aos altos preços.
A CBF afirma que não tem envolvimento direto no rigor da segurança, já que a responsabilidade é da polícia local, mas reconhece que a escolha da região priorizou a privacidade. Basking Ridge é um bairro de alto padrão, com casas afastadas e cercadas por áreas verdes, sem comércio ou movimento nas ruas. Já Morristown, mais urbana, mantém um clima tranquilo e histórico, marcado por referências à Guerra de Independência dos Estados Unidos. Essa blindagem garante concentração, mas também distancia os jogadores do calor humano da torcida.
O capitão Marquinhos reconheceu o dilema: “Foi uma aposta da comissão e do estafe, e vocês estão sendo testemunhas do quanto a gente está muito bem amparado aqui. Por outro lado, a gente acaba ficando um pouquinho distante também. Tem que se colocar algumas coisas na balança, e a gente tenta realmente fazer o melhor que a gente pode. Vai muito também da nossa energia em campo. Por experiência, acho que o que conecta realmente com o torcedor é o momento do time.
É o que a gente entrega dentro de campo.” Enquanto a privacidade é mantida fora das quatro linhas, dentro delas Carlo Ancelotti tem promovido mudanças significativas. A boa atuação dos reservas no segundo tempo da goleada por 6 a 2 sobre o Panamá levantou dúvidas na cabeça do treinador, que sinalizou alterações no time titular para o amistoso contra o Egito, sábado, às 19h (de Brasília), último teste antes da estreia na Copa contra o Marrocos, no dia 15 de junho. Entre as novidades estão as presenças de Igor Thiago, Lucas Paquetá e Douglas Santos, que entraram nas vagas de Matheus Cunha, Luiz Henrique e Alex Sandro.
Com isso, o esquema também mudou: sai o 4-2-4, entra o 4-3-3, com Alisson; Wesley, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá; Vini Jr., Raphinha e Igor Thiago. Na fase ofensiva, o Brasil chega a se posicionar em um 3-2-5, com Wesley avançado, Douglas mais fixo e Paquetá apoiando o ataque. Rayan também foi testado em alguns momentos, atuando mais pelo lado esquerdo no lugar de Raphinha.
Na segunda parte da atividade, Ancelotti rodou o elenco e avaliou diversos jogadores, como Léo Pereira, Bremer, Fabinho, Danilo Santos, Martinelli, Matheus Cunha, Endrick e Luiz Henrique. As mudanças reforçam a ideia de que o treinador pretende explorar ao máximo a competitividade interna para chegar à Copa com um grupo versátil e preparado para diferentes cenários.
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