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Revista Brazilian Times # 83
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Brasileiro é acusado de usar passaportes falsos para abrir contas bancárias nos EUA e pode pegar até 10 anos de prisão 

O caso segue sob investigação das autoridades federais americanas. 


Um brasileiro de 30 anos que vivia ilegalmente em Marlborough, Massachusetts, foi formalmente acusado pela Justiça Federal dos Estados Unidos de utilizar passaportes falsificados para acessar e abrir contas bancárias comerciais. O caso foi divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Departamento de Justiça americano e envolve suspeitas de fraude financeira e uso indevido de documentos de identidade. 

Segundo as autoridades, Jose De Freitas Junior foi preso após comparecer a uma agência bancária na cidade de Andover e apresentar um passaporte brasileiro fraudulento para acessar uma conta empresarial. O documento continha sua fotografia, mas estava emitido em nome de outra pessoa e utilizava o número de passaporte pertencente a um cidadão brasileiro diferente. 

Quando policiais locais chegaram ao banco para averiguar a situação, De Freitas Junior voltou a apresentar o mesmo documento falso, o que levou à sua prisão imediata. Após a detenção, agentes federais realizaram exames biométricos por meio de impressões digitais e confirmaram sua verdadeira identidade, além de constatarem que ele não possuía autorização legal para permanecer nos Estados Unidos. 

As investigações apontam que o brasileiro teria utilizado diferentes passaportes falsificados para abrir diversas contas bancárias comerciais registradas como empresas de venda de automóveis. De acordo com os promotores, essas contas receberam múltiplas transferências eletrônicas de valores elevados. Parte das operações acabou sendo revertida pelas instituições financeiras remetentes após suspeitas de fraude. 

O indiciamento inclui uma acusação de uso falso de passaporte, crime federal que pode resultar em pena de até 10 anos de prisão, além de três anos de liberdade supervisionada e multa de até US$ 250 mil. A eventual condenação será definida por um juiz federal, que levará em consideração as diretrizes de sentença aplicáveis ao caso. 

Atualmente, De Freitas Junior permanece sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) e deverá comparecer em breve à audiência inicial na Justiça Federal em Boston. 

A acusação está sendo conduzida pela assistente da procuradoria federal Julissa Walsh, integrante da Unidade de Crimes Maiores. As autoridades não informaram se outras pessoas estariam envolvidas no esquema investigado nem o valor total movimentado pelas contas bancárias sob suspeita. 

O caso segue sob investigação das autoridades federais americanas. 

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