O brasileiro Guilherme Campos Cândido, de 23 anos, acusado de envolvimento em um atropelamento com fuga que resultou na morte de uma mulher em Lowell, Massachusetts,
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Brasileiro acusado de atropelamento fatal em Lowell é detido pelo ICE
O brasileiro Guilherme Campos Cândido, de 23 anos, acusado de envolvimento em um atropelamento com fuga que resultou na morte de uma mulher em Lowell, Massachusetts, foi detido pelo Departamento de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês) após comparecer ao Tribunal Distrital de Lowell na última quinta-feira (29/05).
A prisão ocorreu um dia depois de sua acusação formal pelo caso envolvendo a morte de Leah Kahare, de 29 anos, atingida na noite de 24 de maio enquanto atravessava a Pawtucket Boulevard, nas proximidades do Bellegarde Boathouse, da Universidade de Massachusetts Lowell.
Em comunicado, o escritório do ICE em Boston classificou o brasileiro como um imigrante em situação irregular e afirmou que ele possui acusação pendente por deixar o local de um acidente com vítima fatal. A agência informou ainda que ele teria sido abordado pela Patrulha de Fronteira em abril de 2022 após entrar ilegalmente nos Estados Unidos e posteriormente liberado durante a administração do então presidente Joe Biden.
Segundo o ICE, o brasileiro permanecerá detido no Centro Correcional do Condado de Strafford, em Dover, New Hampshire, enquanto aguarda os procedimentos migratórios. A agência também declarou que continuará atuando na remoção de estrangeiros considerados ameaça à segurança pública.
A defesa do jovem reagiu duramente às declarações da imigração. A advogada Robin Gagne afirmou que o governo federal está tratando seu cliente como culpado antes mesmo da conclusão do processo judicial.
“Até onde sei, Guilherme não possui qualquer histórico criminal anterior. Além das acusações atuais, ele nunca teve problemas com a Justiça”, declarou a advogada ao jornal local The Sun.
Gagne explicou que Campos Cândido chegou aos Estados Unidos com a família e solicitou asilo. Segundo ela, após o pedido ser negado, seus pais retornaram voluntariamente ao Brasil, enquanto ele permanecia aguardando uma audiência marcada para setembro perante a Corte de Imigração.
A advogada também ressaltou que seu cliente ainda não foi condenado e que, de acordo com a legislação americana, permanece presumidamente inocente até que haja decisão definitiva do tribunal.
De acordo com o relatório policial, investigadores utilizaram imagens de câmeras de segurança, registros do sistema de monitoramento de veículos Flock e informações obtidas durante a investigação para identificar o brasileiro como o condutor de uma Ford Explorer preta envolvida no atropelamento.
As autoridades afirmam que Campos Cândido teria relatado a um familiar que realizava entregas para o aplicativo Uber Eats quando atingiu uma pessoa. Segundo a polícia, ele teria parado por alguns segundos após o impacto, mas deixou o local por medo.
Testemunhas relataram que a vítima havia sido vista momentos antes sentada em um banco aparentando mal-estar. Pouco tempo depois, ela foi encontrada caída na pista, cercada por destroços e por seus tênis, espalhados pela via. Leah Kahare foi socorrida, mas morreu no hospital cerca de 35 minutos após o acidente.
Dois dias depois da ocorrência, Campos Cândido se apresentou voluntariamente à polícia de Lowell.
Durante audiência realizada na quarta-feira (28), o juiz Mark Fabiano fixou fiança de US$ 7.500, determinou a entrega do passaporte e proibiu o acusado de dirigir. Também foi ordenado o monitoramento eletrônico por GPS caso fosse colocado em liberdade.
No entanto, antes que o monitoramento fosse ativado, agentes do ICE compareceram ao tribunal e assumiram a custódia do brasileiro por meio de uma detenção migratória. Segundo informações apresentadas em audiência, o equipamento eletrônico já havia sido instalado, mas precisou ser removido após a intervenção federal.
Com a impossibilidade de monitoramento, o tribunal autorizou a emissão de um novo mandado judicial solicitado pela promotoria e pela equipe de liberdade condicional.
O caso criminal segue em andamento. Guilherme Campos Cândido deverá retornar ao Tribunal Distrital de Lowell no próximo dia 25 de junho para uma audiência de causa provável.
Até o momento, ele responde apenas às acusações formais apresentadas pela promotoria e não foi condenado por nenhum dos fatos investigados.
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