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Revista Brazilian Times # 83
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Procurador-Geral da Carolina do Sul assume processo de empresária acusada de aplicar golpes em mais de 50 clientes

Segundo as autoridades, mais de 50 consumidores afirmam ter realizado compras pela internet na loja infantil Thomas & Turner Boutique e nunca receberam os produtos adquiridos.

Da Redação

O Procurador-Geral da Carolina do Sul, Alan Wilson, anunciou que seu escritório assumirá a condução do processo criminal contra Pamela Brooke Schronce, proprietária de uma boutique infantil em Belton, acusada de enganar dezenas de clientes em diversas regiões do estado. A decisão ocorre após o caso ganhar grandes proporções e envolver investigações em vários condados.

Segundo as autoridades, mais de 50 consumidores afirmam ter realizado compras pela internet na loja infantil Thomas & Turner Boutique e nunca receberam os produtos adquiridos. Os investigadores alegam que Schronce teria aceitado os pagamentos sem intenção de entregar as mercadorias, acumulando reclamações em diferentes cidades da Carolina do Sul.

A empresária, de 30 anos, já foi presa 17 vezes desde o início de 2026 em decorrência de acusações semelhantes. As detenções ocorreram em vários condados, incluindo Anderson, Pickens, Greenville, Spartanburg, Cherokee, Fairfield, Greenwood, Richland, Abbeville e Oconee. As acusações variam entre obtenção de propriedade mediante falsas declarações, fraude e quebra de confiança.

De acordo com o gabinete do Procurador-Geral, a investigação aponta que o esquema teria atingido vítimas em diferentes partes do estado, tornando necessária a centralização dos processos. A decisão de transferir o caso para a Procuradoria também foi motivada por um possível conflito de interesses identificado no 10º Circuito Judicial, onde um funcionário do escritório local do promotor possui relação de amizade com a acusada.

Com a mudança, todas as acusações serão reunidas no Condado de Anderson, onde a boutique operava. O objetivo é identificar todas as possíveis vítimas e consolidar os processos em uma única jurisdição, evitando investigações paralelas e reduzindo custos para os órgãos públicos.

O caso chamou atenção nacional não apenas pelo número de denúncias, mas também pela sequência incomum de prisões da empresária ao longo dos últimos meses. Em fevereiro, investigadores do Condado de Anderson afirmaram que ao menos 54 clientes teriam sido prejudicados, acumulando prejuízos superiores a US$ 10 mil em pedidos não entregues. Segundo os relatos, muitos consumidores afirmam que recebiam justificativas repetidas para os atrasos até que suas tentativas de contato eram ignoradas ou bloqueadas.

Em declarações anteriores à imprensa local, o advogado de Schronce afirmou que sua cliente aguarda a oportunidade de apresentar sua defesa perante a Justiça e que a equipe jurídica ainda analisa as provas reunidas pelos investigadores.

As autoridades informaram que a investigação continua em andamento e não descartam o surgimento de novas denúncias. O gabinete do Procurador-Geral pediu que eventuais vítimas que ainda não registraram ocorrência procurem as autoridades para auxiliar na apuração completa do caso.

Se condenada pelas acusações mais graves, Pamela Schronce poderá enfrentar penas significativas previstas pela legislação da Carolina do Sul para crimes de fraude e obtenção de bens mediante falsas representações. O caso segue sob investigação.

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