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Revista Brazilian Times # 83
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Motorista envolvido em acidente que matou brasileira e outras quatro pessoas já acumulava infrações por excesso de velocidade

Familiares das vítimas seguem acompanhando o andamento do processo e aguardam que a Justiça determine as responsabilidades pelo acidente que tirou a vida de cinco pessoas e deixou marcas profundas em duas comunidades.


Novas informações revelam que o motorista do ônibus envolvido no grave acidente ocorrido em 22 de maio, na Virgínia, que resultou na morte da brasileira Priscila Ramos e de outros quatro integrantes de uma mesma família de Greenfield, Massachusetts, já possuía um histórico recente de infrações de trânsito relacionadas ao excesso de velocidade.

De acordo com registros judiciais e federais, Jing Dong, de 48 anos, que conduzia o veículo no momento da tragédia, havia sido autuado anteriormente por dirigir acima dos limites permitidos em diferentes estados. Em março deste ano, ele recebeu uma multa em Annapolis, Maryland, após ser flagrado conduzindo um ônibus de passageiros a 72 milhas por hora em uma área onde o limite máximo era de 50 milhas por hora.

Além disso, em novembro de 2024, Dong foi condenado por excesso de velocidade na cidade de Colonial Heights, na Virgínia. Na ocasião, ele dirigia a 73 milhas por hora em uma rodovia com limite de 55 milhas por hora e recebeu uma penalidade financeira.

O acidente de maio chocou comunidades brasileiras e americanas, especialmente em Massachusetts, onde residiam as vítimas. Entre os mortos estava a brasileira Priscila Ramos. As demais vítimas pertenciam à mesma família e retornavam de uma viagem quando ocorreu a colisão fatal.

Após a investigação preliminar, as autoridades concluíram que havia indícios suficientes para responsabilizar criminalmente o motorista. Atualmente, Jing Dong permanece preso sem direito a fiança e responde a cinco acusações de homicídio culposo, além de uma acusação de direção imprudente.

A empresa responsável pela operação do ônibus, a E&P Travel Inc., também está sob escrutínio. Registros federais apontam que a companhia já havia sido alvo de autuações relacionadas a excesso de velocidade envolvendo sua frota. Documentos ainda indicam que a empresa esteve envolvida anteriormente em uma colisão traseira registrada na Carolina do Norte.

As investigações continuam para determinar todas as circunstâncias que levaram ao acidente e avaliar se houve falhas operacionais, de fiscalização ou de segurança por parte da transportadora. O caso reacende o debate sobre a fiscalização de empresas de transporte de passageiros e o histórico de condutores responsáveis por veículos de grande porte nas rodovias americanas.

Familiares das vítimas seguem acompanhando o andamento do processo e aguardam que a Justiça determine as responsabilidades pelo acidente que tirou a vida de cinco pessoas e deixou marcas profundas em duas comunidades.

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