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Revista Brazilian Times # 83
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Raphinha, em busca do melhor desempenho

Na coletiva desta quarta-feira (10), Raphinha abriu o coração ao falar sobre sua autocrítica e desempenho na seleção brasileira. O ponta do Barcelona admitiu que se cobra mais do que deveria e que, muitas vezes, tenta se provar além do necessário. “Eu, por ter autocrítica muito alta, me cobro muito mais do que o mister, propriamente dizendo. Tento me provar mais do que sou capaz do que eu deveria provar para o mister”, disse, referindo-se ao técnico Carlo Ancelotti. 

Na coletiva desta quarta-feira (10), Raphinha abriu o coração ao falar sobre sua autocrítica e desempenho na seleção brasileira. O ponta do Barcelona admitiu que se cobra mais do que deveria e que, muitas vezes, tenta se provar além do necessário. “Eu, por ter autocrítica muito alta, me cobro muito mais do que o mister, propriamente dizendo. Tento me provar mais do que sou capaz do que eu deveria provar para o mister”, disse, referindo-se ao técnico Carlo Ancelotti.

O jogador explicou que essa postura vem desde os tempos de Espanha, quando já mantinha uma boa relação com o treinador, mesmo atuando em clubes rivais. Para ele, essa convivência próxima ajuda a entender melhor as exigências de Ancelotti e a buscar evolução constante. “Ele está muito contente com o que entrego nos treinos e jogos, mas sei que posso fazer muito mais, e estou buscando esse melhor ainda”, completou.

Raphinha também comentou sobre seu posicionamento em campo, destacando que está preparado para se adaptar às necessidades da equipe. Nos últimos jogos, atuou tanto pela esquerda quanto pela direita, além de aparecer por dentro, quase como um camisa 10. “Se tiver que jogar do lado esquerdo, vou me adaptar. Do lado direito tenho mais facilidade porque jogo há muito tempo ali”, explicou. Contra o Egito, por exemplo, desempenhou várias funções no ataque, alternando posições conforme o andamento da partida.

O atacante aproveitou para falar sobre sua relação com o torcedor brasileiro, reconhecendo que ela é diferente da que tem com os fãs no exterior. “Saí muito jovem, não tive conexão com nenhum clube aqui, então é natural que não tenha essa ligação. Entendo que tem gente que não gosta do meu futebol, tem gente que gosta, e tudo bem. Vou dar o meu melhor sempre, mesmo nos dias em que não entregar bom futebol, a vontade tem que estar lá”, afirmou.

Ele também abordou o impacto das redes sociais no ambiente da seleção. Raphinha afirmou que evita consumir críticas na internet, mas reconhece que os mais jovens são muito ligados a esse universo. “A gente tenta blindar o grupo daquilo que vem de fora. Os mais experientes aconselham a usar menos redes sociais para não criar expectativas ou frustrações”, explicou.

Foi então que o jogador revelou detalhes da rotina fora de campo, mostrando o lado descontraído da concentração. O dia começa com café da manhã e treino, seguido de momentos de lazer no hotel. “Tem a galera que vai para o videogame direto, a galera que vai para o truco. A gente tem até um simulador de F1, e tem a galera que vai para o simulador. Ping pong, está rolando campeonato de ping pong”, contou, em tom divertido.

Raphinha aproveitou para brincar com os mais experientes, que costumam passar mais tempo na fisioterapia. “Eles não gostam de ser chamados de velhos, então a gente fala que são experientes”, disse, arrancando risadas. Segundo ele, esses momentos de descontração são fundamentais para aliviar a pressão que acompanha a seleção em uma Copa do Mundo.

Mesmo nos períodos de lazer, há sempre espaço para cuidados com o corpo, como sessões de fisioterapia, botas de led e de pressão, além de outros tratamentos de recuperação muscular. “Nos momentos que dá para espairecer um pouquinho, a galera vai se divertir dentro do possível”, concluiu o ponta, mostrando que a rotina da seleção mistura disciplina e descontração em busca do equilíbrio ideal.

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