Segundo documentos apresentados no processo, Nancy Martinez, que morava em New Haven, foi abordada no dia 9 de junho de 2025 enquanto dirigia com os filhos, atualmente com 9 e 14 anos.
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Mãe deportada processa ICE após prisão em frente aos filhos em Connecticut
Da redação
Uma mulher que vivia em New Haven entrou com uma ação federal contra a agência de imigração dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês) após ser presa enquanto levava os dois filhos para a escola, em um caso que vem gerando forte repercussão e levantando novos questionamentos sobre a atuação de agentes de imigração nos Estados Unidos.
Segundo documentos apresentados no processo, Nancy Martinez, que morava em New Haven, foi abordada no dia 9 de junho de 2025 enquanto dirigia com os filhos, atualmente com 9 e 14 anos. De acordo com a denúncia, o veículo em que ela estava foi cercado por carros descaracterizados, sem qualquer identificação visível que indicasse tratar-se de uma operação migratória.
A ação judicial afirma que os agentes teriam se identificado apenas como policiais, sem informar que pertenciam ao ICE. Nancy teria sido retirada do carro e algemada diante das crianças, que assistiram à cena sem entender exatamente o que estava acontecendo.
Outro ponto destacado no processo é que os agentes teriam falado exclusivamente em inglês, sem confirmar se a mulher compreendia as instruções dadas. A denúncia também afirma que os oficiais deixaram os dois menores sozinhos, sem garantir que algum adulto responsável estivesse presente para cuidar deles após a prisão da mãe.
Na ocasião, Nancy Martinez participava de um programa obrigatório de controle de raiva determinado pela Justiça e, segundo a ação, tentou informar aos agentes que possuía uma audiência marcada para aquela mesma manhã. Ainda assim, a prisão foi mantida.
Os advogados alegam ainda que nem Nancy nem sua defesa receberam qualquer mandado judicial autorizando formalmente a detenção, levantando questionamentos sobre a legalidade da operação.
Após a prisão, Martinez acabou sendo deportada para o México em julho de 2025. Seus dois filhos, cidadãos americanos por nascimento, permaneceram nos Estados Unidos e atualmente vivem com familiares em Connecticut.
A ação pede responsabilização federal e argumenta que a operação causou severo abalo emocional tanto na mãe quanto nas crianças, reacendendo o debate sobre o impacto humano das ações migratórias realizadas pelo governo americano, especialmente quando envolvem famílias e menores de idade.
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