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Revista Brazilian Times # 83
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BRASIL em busca da primeira vitória

A seleção brasileira busca encontrar o equilíbrio com a Copa do Mundo em andamento, antes de sua segunda partida, nesta sexta-feira, às 21h30m de Brasília, contra o Haiti, na Filadélfia. E a equipe nacional precisou de alguns dias para restabelecer a calmaria, a transparência e a clareza perdidas depois do empate com o Marrocos na estreia, no sábado, dia 13. Depois de um dia de folga com familiares, treino fechado para convidados e a semana iniciada com a expectativa sobre a volta de Neymar — que nesta quarta-feira, enfim, entrou em campo junto com o elenco e participou do aquecimento com os demais jogadores, mas ainda se recupera de forma individualizada —, coube ao experiente Danilo a missão de passar a limpo todos os assuntos que circundam o elenco e também expor o que se passa internamente, sem rodeios. 

A seleção brasileira busca encontrar o equilíbrio com a Copa do Mundo em andamento, antes de sua segunda partida, nesta sexta-feira, às 21h30m de Brasília, contra o Haiti, na Filadélfia. E a equipe nacional precisou de alguns dias para restabelecer a calmaria, a transparência e a clareza perdidas depois do empate com o Marrocos na estreia, no sábado, dia 13. Depois de um dia de folga com familiares, treino fechado para convidados e a semana iniciada com a expectativa sobre a volta de Neymar — que nesta quarta-feira, enfim, entrou em campo junto com o elenco e participou do aquecimento com os demais jogadores, mas ainda se recupera de forma individualizada —, coube ao experiente Danilo a missão de passar a limpo todos os assuntos que circundam o elenco e também expor o que se passa internamente, sem rodeios.

Em 40 minutos de entrevista, o zagueiro e lateral falou sobre projeções e hipóteses em relação ao time que deve ir a campo na segunda rodada, admitiu que o ciclo conturbado da seleção, com muitas trocas de comando técnico, dificulta os trabalhos no Mundial e respondeu sobre o clamor popular pela entrada de Endrick no time titular.

“A não criação de uma identidade e as trocas constantes também influenciam na questão da ansiedade. Quando se tem um plano e uma coisa construída, coesa, quando as coisas começam a ficar difíceis, você se agarra naquilo. A gente não conseguiu construir isso, é claro e óbvio. Não temos a maturidade da França, da Argentina, enquanto equipe”, analisou Danilo, indo além: “Não quer dizer que não podemos fazer um bom papel. Mas temos que ter ferramentas diferentes. Talvez ficar mais baixo na marcação, não pressionar tanto, aceitar a posse de bola e o comando de jogo do adversário. Isso é maturidade. E, quando tivermos brecha, temos Vini, Raphinha, Rayan, Endrick, para fazer o gol.”

Um dos líderes do grupo, o experiente jogador de 33 anos usou uma metáfora para argumentar que, diante da preparação longe da ideal nos últimos quatro anos, o Brasil precisará se fortalecer com as armas que tem, de maneira improvisada, para fazer uma Copa honrosa.

“Hoje existe planejamento, organização das melhores que já tive aqui dentro. E isso vai trazer benefício para essa Copa do Mundo e, a médio prazo, para a criação da identidade dos jogadores que crescem na base da seleção. Mas tem a parábola do bambu chinês. Você bota a semente e tem que regar por quatro a cinco anos. Ele fica construindo uma raiz por baixo. E vai crescer por muitos metros em um espaço curto de tempo. Acredito em uma trajetória bonita nessa Copa. Mas essa organização vai trazer frutos a longo prazo, tem que esperar os processos, nem sempre é fácil”, emendou o defensor.

Para o jogo com o Haiti, Ancelotti faz mistério sobre a escalação. Assim como para a estreia, o técnico — há apenas um ano no comando da seleção — tem feito testes em todos os setores ao longo da semana, como numa busca incessante para compensar o pouco tempo de trabalho. Na expectativa de ser titular na lateral direita no lugar de Ibañez, Danilo ressaltou que é normal que os titulares sejam conhecidos em cima da hora, mas que a seleção se prepara com uma base de equipe em relação ao adversário e questões físicas.

“Isso no último jogo teve importância exagerada. Hoje temos 80% do time que vai jogar na sexta-feira definido, e três ou quatro que ainda não se sabe, por vários motivos. Os treinadores têm uma cabeça maluca, às vezes não têm uma explicação lógica. São escolhas e decisões. Eu espero jogar.”

Em mais um dia de observações táticas em treino fechado, o técnico Carlo Ancelotti testou o atacante Endrick no ataque da seleção brasileira ontem, antevéspera do jogo com o Haiti. O jovem de 19 anos alternou minutos com Igor Thiago e Matheus Cunha na atividade, atuando por dentro, no comando do ataque. Em outros momentos do treino, o italiano repetiu os testes com Luiz Henrique e Rayan observados na frente, Fabinho e Éderson no meio-campo e Alex Sandro na defesa. A linha de zaga, porém, só deve mudar com a entrada de Danilo, praticamente confirmado na vaga de Ibañez, ao lado de Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos.

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