Quinto jogador mais veloz do Brasil na estreia contra Marrocos, o defensor Danilo atingiu 32,7 km/h no segundo tempo da partida válida pela Copa do Mundo. Ele completa 35 anos em menos de um mês, no dia 15 de julho, apenas quatro dias antes da final do Mundial, onde a Seleção sonha chegar. Nesta quarta-feira, dia 17, em entrevista coletiva, respondeu sobre suas condições físicas para atuar como lateral e foi irônico ao comentar os questionamentos.
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Danilo deve ser titular nesta sexta-feira
Quinto jogador mais veloz do Brasil na estreia contra Marrocos, o defensor Danilo atingiu 32,7 km/h no segundo tempo da partida válida pela Copa do Mundo. Ele completa 35 anos em menos de um mês, no dia 15 de julho, apenas quatro dias antes da final do Mundial, onde a Seleção sonha chegar. Nesta quarta-feira, dia 17, em entrevista coletiva, respondeu sobre suas condições físicas para atuar como lateral e foi irônico ao comentar os questionamentos.
Como um dos mais velhos no grupo de Carlo Ancelotti, Danilo tem sido alvo de dúvidas na imprensa e entre torcedores sobre seu nível físico atual. Para o jogador do Flamengo, a desconfiança não faz sentido. Ele lembrou que desde os tempos de Manchester City já deixava claro que não era o lateral que correria o tempo todo pelo corredor, mas sim alguém que entende os momentos e encurta distâncias. “Não pela idade e meu hipotético momento físico, que tiraram isso não sei de onde, eu sempre fui esse jogador”, disse, destacando que o treinador é atento às estratégias e que, vez ou outra, ainda se arrisca no ataque como nos velhos tempos.
Danilo começou como reserva na estreia contra Marrocos, mas entrou no segundo tempo e deve ser titular diante do Haiti. Ele citou uma entrevista anterior em que questionou a divisão rígida entre titulares e reservas e voltou ao tema, afirmando que a opinião pública exagera na importância dessa discussão. Para ele, todo time tem um núcleo duro de seis a oito jogadores que jogam sempre, enquanto outros cinco entram na rotação conforme a estratégia.
O lateral explicou que a escalação definida em cima da hora contra o Marrocos ganhou uma importância exagerada. Segundo ele, é natural que três ou quatro posições fiquem indefinidas até perto do jogo, seja por questões táticas ou por escolhas pessoais do treinador. “Se o treinador falar que vou jogar hoje, amanhã ou uma hora antes, a minha preparação vai ser a mesma. Posso falar isso para todos? Não. Alguns precisam saber antes”, disse, lembrando que Guardiola já o avisou que jogaria como zagueiro apenas dez minutos antes de uma partida.
Na coletiva, Danilo abriu sua fala desejando boa recuperação a Carlos Alberto Parreira, técnico do tetracampeonato mundial em 1994, que está internado no Rio de Janeiro. Em seguida, foi sincero ao avaliar a estreia decepcionante da Seleção contra o Marrocos, que terminou em empate por 1 a 1.
Ele admitiu que o primeiro tempo assustou, já que havia grande expectativa interna de fazer um jogo dominante, com pressão constante. “Quando acontece o contrário, com o adversário tendo várias ocasiões, não é fácil de gerir”, declarou, reconhecendo que a equipe precisa amadurecer para lidar com cenários adversos.
A velocidade alcançada por Danilo na estreia foi usada como argumento para rebater críticas sobre sua condição física. Aos 35 anos, ele se vê preparado para contribuir tanto na defesa quanto em momentos ofensivos pontuais, sem se prender a estereótipos de idade.
Com a possibilidade de ser titular contra o Haiti, Danilo reforça sua importância como líder experiente e peça versátil no elenco. Sua postura firme e suas declarações mostram que, além da velocidade em campo, ele busca dar estabilidade emocional ao grupo em meio às pressões da Copa do Mundo.
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