Uma médica cubana, filha de um dos principais nomes da Revolução Cubana, foi detida por agentes do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) na Flórida por supostamente permanecer nos Estados Unidos após o vencimento do visto de turista.
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Filha de ex-general da Revolução Cubana é detida pelo ICE na Flórida
Uma médica cubana, filha de um dos principais nomes da Revolução Cubana, foi detida por agentes do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) na Flórida por supostamente permanecer nos Estados Unidos após o vencimento do visto de turista.
Alina Rosales Aguirreurreta, de 37 anos, entrou no país em novembro de 2023 com um visto de turismo B-2, mas, segundo autoridades de imigração, permaneceu em território americano após o vencimento da autorização em maio de 2024.
A prisão ocorreu em maio deste ano em uma clínica de cirurgia plástica em Miami, onde ela trabalhava. De acordo com relatos da imprensa cubana no exílio, Alina possui formação em cirurgia plástica obtida em Cuba.
Em publicação nas redes sociais, o ICE informou que a cubana responde por permanência irregular após o vencimento do visto e aguarda audiência perante um juiz de imigração. A agência afirmou que divulgará novas informações conforme o processo avançar.
Alina é filha do general Ulises Rosales del Toro, figura histórica da Revolução Cubana e ex-integrante da alta cúpula do governo da ilha. O militar lutou ao lado de Fidel e Raúl Castro durante a revolução e posteriormente ocupou diversos cargos de destaque no regime cubano.
Entre as funções exercidas por Rosales del Toro estão os cargos de chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Revolucionárias, ministro da Agricultura e integrante do bureau político do Partido Comunista de Cuba. O governo cubano também lhe concedeu o título de “Herói da República de Cuba”.
Segundo o portal Cibercuba, a detenção de Alina ocorre em meio ao endurecimento das políticas de imigração implementadas pelo governo do presidente Donald Trump, que tem ampliado as ações contra imigrantes em situação irregular e, em alguns casos, direcionado investigações a familiares de integrantes do governo cubano.
Dias antes da prisão de Alina, outra parente de uma alta autoridade cubana também teria sido detida pelas autoridades migratórias americanas. A imprensa noticiou que Adys Lastres Morera, irmã de uma general ligada ao conglomerado estatal GAESA, foi transferida para um centro de detenção na Louisiana, embora o caso não tenha sido oficialmente confirmado pelas autoridades federais.
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