O governo dos Estados Unidos implementou uma nova medida na área de imigração ao criar uma unidade especializada encarregada de revisar os antecedentes de imigrantes que possuem residência permanente legal, o chamado Green Card. O objetivo é identificar possíveis irregularidades ou antecedentes criminais que possam resultar em processos de deportação.
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EUA criam força-tarefa para revisar antecedentes de residentes permanentes e ampliar ações de deportação
O governo dos Estados Unidos implementou uma nova medida na área de imigração ao criar uma unidade especializada encarregada de revisar os antecedentes de imigrantes que possuem residência permanente legal, o chamado Green Card. O objetivo é identificar possíveis irregularidades ou antecedentes criminais que possam resultar em processos de deportação.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) confirmou a criação da Tactical Operations Division, vinculada ao Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS). A nova estrutura foi dividida em três áreas de atuação:
- LPR Operations: responsável pela análise de residentes permanentes legais;
- Denaturalization: dedicada à revisão de processos de naturalização;
- Refugee Revetting: voltada à reavaliação de casos de refugiados.
De acordo com informações divulgadas até o início de maio, aproximadamente 2.800 processos já haviam sido examinados. Dados publicados pelo The New York Times indicam que cerca de 80% dos casos foram encerrados sem qualquer medida adicional, enquanto mais de 500 continuam sob investigação. Pelo menos 50 portadores de Green Card foram identificados para possível abertura de processos de deportação.
Crimes sob maior atenção
As investigações têm como prioridade imigrantes que possuam histórico criminal ou condenações relacionadas a determinados delitos, incluindo:
- Crimes sexuais;
- Violência doméstica;
- Condução sob efeito de álcool ou drogas;
- Posse ou tráfico de entorpecentes.
Informações preliminares do USCIS apontam que cerca de 2% dos casos analisados apresentaram indícios que poderiam resultar em medidas de remoção do país.
A iniciativa amplia a política migratória do governo Trump, que passa a direcionar esforços não apenas para imigrantes em situação irregular, mas também para residentes permanentes que já possuem status legal nos Estados Unidos. A criação da nova divisão institucionaliza um processo de revisão que anteriormente ocorria de forma mais limitada e pontual.
Até o momento, as autoridades federais não divulgaram quantas deportações já foram efetivamente realizadas nem estabeleceram um prazo para a conclusão das investigações em andamento. A medida deverá intensificar o debate sobre segurança pública, direitos dos imigrantes e os impactos para milhares de residentes legais no país.
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