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Revista Brazilian Times # 84
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Venezuelanos deportados dos Estados Unidos morrem após hotel desabar durante forte terremoto

O retorno de 147 venezuelanos deportados dos Estados Unidos terminou em uma tragédia de grandes proporções. O grupo chegou a Caracas na manhã de uma terça-feira, em um voo de repatriação procedente de Miami, e foi encaminhado pelas autoridades ao Hotel Sanitário La Llanada, em La Guaira, onde permaneceria temporariamente.

O retorno de 147 venezuelanos deportados dos Estados Unidos terminou em uma tragédia de grandes proporções. O grupo chegou a Caracas na manhã de uma terça-feira, em um voo de repatriação procedente de Miami, e foi encaminhado pelas autoridades ao Hotel Sanitário La Llanada, em La Guaira, onde permaneceria temporariamente.

Poucas horas após a chegada, dois fortes terremotos, registrados em sequência e com magnitudes de 7,2 e 7,5, atingiram o litoral norte da Venezuela. O hotel onde os repatriados estavam hospedados desabou completamente, deixando dezenas de pessoas soterradas sob os escombros.

A destruição foi intensa em diversos bairros da região costeira, mas o colapso do hotel onde estavam os deportados tornou-se um dos episódios mais dramáticos da tragédia. Familiares informaram que apenas 12 dos 147 ocupantes conseguiram deixar o prédio com vida. Entre as vítimas estavam pelo menos sete crianças. Até o momento, o governo venezuelano não divulgou uma lista oficial dos mortos nem confirmou quantas pessoas foram retiradas dos escombros.

O voo fazia parte da política de deportações intensificada pelo governo do presidente Donald Trump desde 2025, voltada para venezuelanos em situação migratória irregular. As repatriações aumentaram após a Suprema Corte dos Estados Unidos autorizar, em maio do ano passado, a utilização de mecanismos legais mais antigos para acelerar os processos de remoção. O desembarque ocorreu justamente no mesmo dia em que o país foi atingido pelo maior desastre natural de sua história recente.

As equipes de resgate seguem trabalhando em La Guaira há mais de quatro dias, com apoio de profissionais venezuelanos e de missões internacionais. Embora especialistas afirmem que as chances de encontrar sobreviventes diminuem significativamente após as primeiras 72 horas, casos de resgates considerados milagrosos, principalmente de crianças, mantêm viva a esperança entre os socorristas.

A tragédia faz parte de uma crise humanitária que se espalhou por toda a região afetada. Segundo dados oficiais, os terremotos deixaram pelo menos 1.450 mortos, mais de 3.150 feridos e cerca de 12 mil pessoas desalojadas.

Organizações internacionais alertam, no entanto, que a dimensão do desastre pode ser ainda maior. Estimativas das Nações Unidas apontam que até 50 mil pessoas permanecem desaparecidas ou sem contato com familiares. Para reforçar a resposta à emergência, a Organização Pan-Americana da Saúde enviou equipes especializadas, enquanto 17 países participam das operações de busca e salvamento nas áreas devastadas.

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