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Revista Brazilian Times # 84
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Investigação sobre queda de avião de paraquedismo que matou 12 pessoas no Missouri revela mistério

As autoridades americanas continuam tentando descobrir o que provocou a queda de um avião utilizado em saltos de paraquedas que deixou 12 mortos no estado do Missouri, em junho. Um relatório preliminar divulgado pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) aponta que, até o momento, não foram identificadas falhas mecânicas capazes de explicar a tragédia.

As autoridades americanas continuam tentando descobrir o que provocou a queda de um avião utilizado em saltos de paraquedas que deixou 12 mortos no estado do Missouri, em junho. Um relatório preliminar divulgado pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) aponta que, até o momento, não foram identificadas falhas mecânicas capazes de explicar a tragédia.

Segundo o documento, os investigadores não encontraram indícios de problemas no motor ou em outros sistemas da aeronave antes do impacto. Também foi descartada a possibilidade de contaminação do combustível, e a análise dos registros da empresa responsável pelos voos confirmou que o avião decolou dentro dos limites permitidos de peso e balanceamento.

Com essas conclusões iniciais, cresce o mistério em torno do acidente envolvendo o turboélice monomotor operado pela empresa Skydive Kansas City, que caiu poucos minutos após deixar o Butler Memorial Airport, na manhã de 14 de junho.

Como a aeronave era de uso privado, ela não possuía gravadores de voz ou de dados, equipamentos obrigatórios em aviões comerciais. Mesmo assim, peritos recuperaram câmeras GoPro danificadas entre os destroços e agora tentam extrair imagens que possam ajudar a esclarecer os momentos que antecederam a queda.

De acordo com a investigação, cerca de cinco minutos após a decolagem, o avião desviou repentinamente para a esquerda durante a subida inicial. Em seguida, as asas ficaram praticamente na posição vertical em relação ao solo antes de a aeronave mergulhar de nariz em um campo e explodir em chamas.

Horas depois da tragédia, o gerente interino do aeroporto e diretor da agência de gerenciamento de emergências do Condado de Bates, Dennis Jacobs, afirmou acreditar que o piloto tentava realizar um pouso de emergência após uma possível perda de potência.

Na avaliação dele, o piloto buscava alcançar uma rodovia próxima para aterrissar, mas a aeronave perdeu sustentação, entrou em estol e caiu violentamente, incendiando-se logo após o impacto.

Familiares das vítimas aguardavam no aeroporto para assistir aos saltos quando presenciaram o acidente, ocorrido cerca de uma hora ao sul de Kansas City.

Entre os mortos estava Jen Sharp, de 55 anos, diretora de tecnologia da Associação de Paraquedismo dos Estados Unidos (USPA). Em nota, a entidade destacou sua contribuição para o esporte e lamentou a perda de uma profissional considerada referência na comunidade do paraquedismo.

Outras vítimas identificadas incluem o professor de orquestra Dave Hershberger, o avô de seis netos Mike Shanahan, o encanador Marcus Miller, o experiente paraquedista Matthew Swope, que havia realizado mais de 750 saltos, o baterista e cinegrafista Dustin McKinney, o aspirante a instrutor Will Fischer, além do instrutor Nick Nash e do paraquedista Dane Cordes.

O NTSB informou que a investigação permanece em andamento e ressaltou que a conclusão definitiva sobre as causas do acidente poderá levar mais de um ano.

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