Peter Braunstein, um dos criminosos sexuais mais conhecidos de Nova York, voltou a causar indignação após declarar que cometeria novos assassinatos caso deixasse a prisão. As afirmações foram feitas em uma carta enviada ao jornal New York Post, na qual ele diz que a cadeia é o único lugar onde deveria permanecer.
Publicidade
Publicidade
Criminoso sexual condenado em Nova York afirma que voltaria a matar caso fosse libertado
Peter Braunstein, um dos criminosos sexuais mais conhecidos de Nova York, voltou a causar indignação após declarar que cometeria novos assassinatos caso deixasse a prisão. As afirmações foram feitas em uma carta enviada ao jornal New York Post, na qual ele diz que a cadeia é o único lugar onde deveria permanecer.
Na correspondência, Braunstein afirmou que, se fosse colocado em liberdade, acabaria preso novamente porque sua única intenção seria matar pessoas.
“Se eu saísse amanhã, voltaria para a prisão rapidamente, porque tudo o que faria seria matar pessoas”, escreveu.
Ele também declarou que acredita merecer permanecer encarcerado e que não deseja voltar a viver em sociedade.
Braunstein, de 62 anos, cumpre pena de 18 anos à prisão perpétua na Penitenciária de Wende, no estado de Nova York. No texto, ele critica propostas de reforma das leis de liberdade condicional em discussão na Assembleia Legislativa estadual, alegando que mudanças desse tipo poderiam colocar criminosos extremamente perigosos novamente nas ruas.
Declarações preocupantes
Na carta, o detento menciona grupos e pessoas que afirma considerar inimigos, incluindo políticos democratas, pessoas transgênero e o comentarista político Hasan Piker.
Em outro trecho, escreveu que os Estados Unidos estão “perdidos” e afirmou sentir alívio por continuar preso.
Projetos de lei geram debate
As declarações ganharam repercussão enquanto Nova York analisa dois projetos que alterariam as regras de concessão de liberdade condicional.
Um deles permitiria que presos com mais de 55 anos e pelo menos 15 anos de pena cumprida solicitassem uma audiência para deixar a prisão, mesmo quando condenados por crimes violentos. Outro projeto estabelece que a liberdade poderá ser concedida sempre que o preso não representar um risco atual à sociedade.
Braunstein teve direito a uma audiência de liberdade condicional no ano passado, mas não compareceu. Uma nova análise do seu caso deverá ocorrer no próximo ano.
Especialistas contrários às propostas afirmam que mudanças desse tipo podem beneficiar criminosos condenados por assassinatos, estupros e outros delitos graves.
“Só saio daqui morto”
Apesar de poder ser beneficiado por futuras mudanças na legislação, Braunstein afirma que não pretende deixar a prisão.
“A única forma de eu sair daqui é dentro de um saco para cadáver.”
Segundo ele, permanecer preso é melhor tanto para si quanto para a sociedade.
Crime chocou os Estados Unidos
O caso ganhou repercussão internacional em 2005. Na época, Braunstein fingiu ser um bombeiro após provocar um incêndio do lado de fora do apartamento de uma ex-colega de trabalho, em Manhattan.
Quando a mulher abriu a porta, ele a atacou utilizando clorofórmio, amarrou a vítima e a manteve em cativeiro por mais de 13 horas, período em que cometeu agressões sexuais e registrou os abusos em vídeo.
Durante o julgamento, a vítima relatou que Braunstein dizia já ter matado outras pessoas e afirmava possuir uma lista de futuras vítimas.
Antes de fugir do apartamento, ele ainda deixou uma mensagem debochada escrita no espelho.
Sem arrependimento
Condenado por sequestro, abuso sexual, roubo e invasão de domicílio, Braunstein continua demonstrando ausência de remorso.
Na carta enviada ao jornal, afirmou que ainda pensa na vítima ocasionalmente e chegou a alegar que criou uma espécie de vínculo com ela durante o período em que a manteve presa.
Ele também descreveu o crime como um “ato de autodescoberta”, declaração que reforçou a preocupação de autoridades e especialistas quanto ao risco que representaria caso voltasse à liberdade.
Além da pena que cumpre em Nova York, Braunstein ainda deverá cumprir mais 23 anos de prisão em Ohio por outro caso de sequestro cometido enquanto estava foragido após o ataque de 2005.
Publicidade




