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Revista Brazilian Times # 85
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Ex-integrante do Storror é condenado por baixar quase 3 mil imagens de abuso sexual infantil e recebe pena suspensa

O atleta de parkour e criador de conteúdo Callum Powell, de 34 anos, ex-integrante do grupo britânico Storror, foi condenado pela Justiça do Reino Unido após admitir ter baixado e armazenado quase 3 mil imagens de abuso sexual infantil. A pena fixada foi de 12 meses de prisão, mas sua execução foi suspensa por um ano. Com isso, Powell não foi levado para a prisão após a sentença, desde que cumpra as condições impostas pela Justiça.

O atleta de parkour e criador de conteúdo Callum Powell, de 34 anos, ex-integrante do grupo britânico Storror, foi condenado pela Justiça do Reino Unido após admitir ter baixado e armazenado quase 3 mil imagens de abuso sexual infantil. A pena fixada foi de 12 meses de prisão, mas sua execução foi suspensa por um ano. Com isso, Powell não foi levado para a prisão após a sentença, desde que cumpra as condições impostas pela Justiça.

Conhecido mundialmente pelos vídeos de parkour produzidos com o Storror, grupo que acumula mais de 3 bilhões de visualizações e cerca de 11 milhões de inscritos, Powell reuniu o material ilegal ao longo de aproximadamente dois anos, segundo informações apresentadas no Tribunal de Magistrados de Brighton.

A investigação começou após a polícia ser alertada sobre o envio de imagens de abuso infantil por meio de uma conta do Google vinculada ao atleta. Powell foi preso em junho do ano passado, quando agentes cumpriram um mandado de busca em sua residência e apreenderam um iPhone, um disco rígido externo e dois cartões de memória. Nos dispositivos, foram encontradas 2.649 imagens de Categoria C, 105 de Categoria B e 178 de Categoria A — a classificação mais grave da legislação britânica. Também foram localizadas uma imagem envolvendo bestialidade e outra considerada proibida envolvendo uma criança.

Durante a audiência, a juíza Amanda Kelly afirmou que Powell inicialmente negou ter procurado deliberadamente esse tipo de conteúdo e alegou que poderia ter recebido parte das imagens de forma acidental ao utilizar um programa de inteligência artificial capaz de remover roupas de fotografias baixadas do Instagram. Posteriormente, porém, ele admitiu ter obtido satisfação sexual com imagens de crianças e se declarou culpado de todas as acusações.

Ao proferir a sentença, a magistrada afirmou que, embora Powell não tenha abusado fisicamente de nenhuma criança, seu comportamento contribuiu para a exploração e o abuso de vítimas reais. Segundo ela, cada visualização desse tipo de material alimenta o mercado de exploração sexual infantil e amplia o sofrimento contínuo das crianças retratadas nas imagens.

A defesa afirmou que o influenciador perdeu praticamente tudo após o caso se tornar público. Segundo o advogado Steve Wedd, Powell foi afastado do Storror, perdeu amizades de mais de duas décadas, teve sua reputação destruída e viu sua carreira chegar ao fim. Todos os vídeos em que ele aparecia foram removidos dos canais oficiais do grupo.

Em comunicado divulgado em maio, o Storror informou que tomou conhecimento do caso em 7 de maio e retirou Powell do grupo com efeito imediato. Os demais integrantes classificaram o episódio como uma “traição”.

A Parkour UK, entidade responsável pela modalidade no Reino Unido, também se manifestou sobre o caso. Em nota, afirmou estar “horrorizada” com os crimes admitidos por Powell, reforçou que não há espaço para esse tipo de comportamento no esporte e destacou que a proteção de crianças e adolescentes é uma prioridade para a modalidade.

Além da pena suspensa, Powell foi condenado a cumprir 15 dias de atividades de reabilitação. Ele permanecerá no registro de criminosos sexuais por 10 anos e ficará sujeito a uma Ordem de Prevenção de Danos Sexuais, que o impedirá, pelos próximos cinco anos, de utilizar redes sociais ou possuir qualquer dispositivo com acesso à internet sem comunicar previamente às autoridades policiais.

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