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Revista Brazilian Times # 85
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Governadora do Maine Morte de imigrante colombiano durante ação do ICE reacende debate sobre atuação da agência nos EUA

Em declaração pública, Mills afirmou que o Congresso americano deve promover mudanças profundas na estrutura e na atuação do ICE.

Da redação

A morte do imigrante colombiano Johan Sebastián Guerrero, de 26 anos, durante uma abordagem realizada por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE), intensificou o debate sobre os métodos utilizados pela agência e levou a governadora do Maine, Janet Mills, a defender uma ampla reforma na instituição.

Em declaração pública, Mills afirmou que o Congresso americano deve promover mudanças profundas na estrutura e na atuação do ICE. Segundo a governadora, caso essas reformas não sejam implementadas, a possibilidade de extinguir a agência também deveria ser considerada.

O caso ocorreu na cidade de Biddeford, no estado do Maine. De acordo com as autoridades, Johan Sebastián Guerrero não era o alvo da operação conduzida pelos agentes federais. A versão oficial afirma que, durante a abordagem, o colombiano dirigiu o veículo de maneira considerada ameaçadora, o que levou os agentes a efetuarem disparos fatais. Também foi confirmado que nenhum dos agentes envolvidos utilizava câmera corporal no momento da ocorrência.

A morte aconteceu poucos dias após o presidente Donald Trump restabelecer as abordagens de trânsito realizadas pelo ICE. O presidente classificou esse tipo de fiscalização como uma importante ferramenta de combate ao crime e de reforço das políticas de imigração.

O episódio gerou repercussão nacional e internacional. O FBI abriu uma investigação para apurar as circunstâncias da ação, enquanto familiares de Guerrero, o governo da Colômbia e organizações de defesa dos direitos dos imigrantes cobram uma investigação independente, transparente e imparcial para esclarecer os fatos e determinar eventuais responsabilidades.

O caso volta a colocar em evidência o debate sobre os limites da atuação dos agentes de imigração, o uso da força durante operações e a necessidade de mecanismos de fiscalização que garantam maior transparência, especialmente em ocorrências envolvendo mortes durante abordagens policiais.

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