Imagens de imigrantes algemados às margens de rodovias da Flórida têm se tornado cada vez mais frequentes e vêm sendo compartilhadas nas redes sociais como forma de alertar estrangeiros em situação imigratória irregular sobre regiões onde há operações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE).
Publicidade
Publicidade
ICE realiza operações em reduto brasileiro na Flórida
Imagens de imigrantes algemados às margens de rodovias da Flórida têm se tornado cada vez mais frequentes e vêm sendo compartilhadas nas redes sociais como forma de alertar estrangeiros em situação imigratória irregular sobre regiões onde há operações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE).
No dia 16, uma forte presença de agentes federais foi registrada entre as cidades de Pompano Beach e Deerfield Beach, no sul da Flórida, em região considerada reduto brasileiro devido a forte presença desta comunidade. Em um dos vídeos que circulam nas redes sociais, duas mulheres que vestiam uniforme de uma empresa de limpeza aparecem sendo detidas durante uma ação da imigração.
O cenário pode se tornar ainda mais rigoroso. Desde o ano passado, a Flórida conta com uma legislação que amplia a cooperação entre as agências policiais locais e o governo federal na aplicação das leis de imigração, fortalecendo a atuação do programa 287(g), que permite que policiais estaduais e municipais desempenhem determinadas funções de fiscalização migratória em parceria com o ICE.
Durante uma reunião do Conselho Estadual de Aplicação das Leis de Imigração, realizada no início deste mês, autoridades demonstraram preocupação com o fato de algumas corporações ainda não estarem participando ativamente das ações de deportação defendidas pelo presidente Donald Trump e apoiadas pelo governador Ron DeSantis.
Dados apresentados pelo Departamento de Aplicação da Lei da Flórida (FDLE) mostram que, das 394 agências de segurança pública do estado, 272 já possuem acordos ativos para integrar forças-tarefa do programa 287(g). Destas, 163 são consideradas operacionalmente ativas, por já terem realizado ao menos uma prisão relacionada à fiscalização imigratória. As outras 109 ainda não efetuaram detenções.
Como forma de ampliar a adesão ao programa, o conselho informou que enviará notificações às delegacias que ainda não estão atuando de maneira efetiva, solicitando o cumprimento da legislação estadual, a cooperação com as autoridades federais e o envio de relatórios mensais ao FDLE sobre as atividades desenvolvidas.
O presidente do conselho e xerife do Condado de Polk, Grady Judd, afirmou que pretende cobrar o cumprimento da lei por parte das agências locais. “Quero incentivá-las. Não quero vê-las passando pelo constrangimento público de não cumprir a lei”, declarou.
O aumento das operações e da cooperação entre autoridades estaduais e federais reforça o clima de apreensão entre comunidades de imigrantes na Flórida, onde vídeos de abordagens e prisões têm circulado diariamente nas redes sociais como forma de alertar trabalhadores e famílias sobre áreas com intensa atuação do ICE.
Publicidade




