Os números mais recentes divulgados pelas autoridades de imigração dos Estados Unidos mostram que as operações de fiscalização ganharam novo impulso em junho, após dois meses de retração. Dados da Immigration and Customs Enforcement (ICE), em conjunto com a Customs and Border Protection (CBP), apontam 43.138 detenções no mês, o maior volume registrado desde o início do segundo mandato do presidente Donald Trump.
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Prisões por imigração voltam a crescer em junho, mas ritmo perde força no início de julho
Os números mais recentes divulgados pelas autoridades de imigração dos Estados Unidos mostram que as operações de fiscalização ganharam novo impulso em junho, após dois meses de retração. Dados da Immigration and Customs Enforcement (ICE), em conjunto com a Customs and Border Protection (CBP), apontam 43.138 detenções no mês, o maior volume registrado desde o início do segundo mandato do presidente Donald Trump.
Embora o resultado represente um novo pico nas estatísticas, a evolução foi relativamente limitada em comparação com o recorde anterior. Em dezembro do ano passado, haviam sido contabilizadas 42.107 prisões, enquanto abril e maio apresentaram números significativamente menores, com 33.083 e 34.079 detenções, respectivamente.
Especialistas observam que a recuperação de junho foi fortemente influenciada por uma aceleração das operações nos últimos dias do mês. Informações divulgadas pela imprensa americana indicam que aproximadamente 10 mil pessoas foram presas apenas nos cinco dias finais de junho, período em que a agência buscou ampliar o volume de ações. Apesar disso, o desempenho não se sustentou. Levantamento do Transactional Records Access Clearinghouse (TRAC) mostra que, entre 1º e 11 de julho, a média diária caiu para 1.474 prisões, abaixo do patamar que vinha sendo defendido por integrantes do governo.
Outro aspecto que chamou atenção foi a falta de informações detalhadas sobre as operações. Os dados oficiais foram divulgados sem indicar em quais estados ou regiões ocorreram as detenções, dificultando uma análise sobre a distribuição geográfica das ações e quais localidades concentraram a atuação dos agentes federais.
Enquanto isso, os tribunais de imigração também registraram um volume inédito de decisões. Em junho, foram encerrados 100.773 processos, estabelecendo um novo recorde mensal. Desse total, 78.882 terminaram com ordens de remoção, reforçando a tendência de aumento nas decisões favoráveis à deportação. Já os casos em que houve concessão de algum tipo de proteção migratória ou regularização continuaram representando uma pequena parcela dos processos concluídos.
O relatório ainda mostra diferenças significativas entre os estados. Illinois, por exemplo, registrou um dos maiores aumentos nas ordens de remoção, enquanto haitianos e dominicanos aparecem entre os grupos de nacionalidades que mais tiveram crescimento nas decisões de deportação.
Mesmo com oscilações no ritmo das operações, a população mantida em centros federais de detenção permanece acima de 65 mil pessoas. O governo afirma que a política de fiscalização segue sendo prioridade e tem defendido a ampliação das operações em todo o país. Por outro lado, entidades independentes destacam que uma parcela expressiva dos imigrantes detidos não possui condenações criminais e responde apenas por infrações de natureza migratória, cenário que continua alimentando o debate sobre os critérios adotados nas ações de fiscalização.
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