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Revista Brazilian Times # 86
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Juiz mantém mineiro preso por homicídio da ex-namorada e determina retenção imigratória do ICE

O brasileiro Willian Rosa do Amaral, de 26 anos, fez sua primeira audiência perante a Justiça americana após ser preso sob acusação de matar a tiros a ex-namorada brasileira Júlia Pereira Caldeira Lima, em Fort Myers, no estado da Flórida. A audiência foi realizada por videoconferência diretamente da Cadeia do Condado de Lee, com o auxílio de um intérprete de língua portuguesa.

Willian Rosa do Amaral é suspeito de matar a ex-namorada Júlia Pereira Caldeira Lima

O brasileiro Willian Rosa do Amaral, de 26 anos, fez sua primeira audiência perante a Justiça americana após ser preso sob acusação de matar a tiros a ex-namorada brasileira Júlia Pereira Caldeira Lima, em Fort Myers, no estado da Flórida. A audiência foi realizada por videoconferência diretamente da Cadeia do Condado de Lee, com o auxílio de um intérprete de língua portuguesa.

Durante a sessão, o juiz considerou haver causa provável para que o processo criminal tenha continuidade com base nas informações apresentadas pela polícia e nomeou um defensor público para representar o acusado.

O crime ocorreu na manhã de segunda-feira (27), por volta das 7h50, no condomínio Village Creek Apartments, localizado na Winkler Avenue, em Fort Myers. De acordo com o Departamento de Polícia de Fort Myers (FMPD), moradores acionaram as autoridades após ouvirem disparos de arma de fogo. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram a vítima já sem vida, com ferimentos provocados por tiros.

Segundo as investigações, Willian Rosa do Amaral conhecia a vítima, mas a polícia ainda não divulgou a motivação do crime, que segue sob investigação. O brasileiro foi formalmente acusado de homicídio de segundo grau.

Antes de se apresentar às autoridades, Amaral gravou um vídeo direcionado a amigos e familiares informando que iria se entregar à polícia. Após a rendição, ele foi preso e encaminhado à Cadeia do Condado de Lee, onde permanece detido.

Durante a audiência, o juiz também determinou a inclusão de uma retenção migratória (ICE hold) contra o brasileiro. A medida foi adotada depois que Amaral informou possuir uma audiência na Justiça de Imigração marcada para o próximo ano. Ao anunciar a decisão, o magistrado afirmou que a situação migratória do acusado mudou em razão das novas acusações criminais e determinou que ele permaneça sujeito à detenção do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).

Willian deverá retornar ao tribunal na próxima quinta-feira, quando um juiz decidirá se ele permanecerá preso enquanto o processo criminal avança.

A vítima foi identificada por familiares e pela comunidade brasileira como Júlia Pereira Caldeira Lima, também brasileira. Segundo informações divulgadas por pessoas próximas, ela possuía dupla cidadania brasileira e americana. A imprensa local informou ainda que Júlia era natural da Bahia e havia se mudado para os Estados Unidos há cerca de três meses para viver com o então namorado.

Inicialmente, a polícia não divulgou o nome da vítima, seguindo os protocolos previstos pela Lei de Marsy (Marsy’s Law), legislação americana que protege os direitos e a privacidade das vítimas de crimes e de seus familiares durante as investigações.

Amigos descreveram Júlia como uma jovem alegre, querida por todos e que havia concluído a faculdade cerca de seis meses antes de morrer. Em entrevista à imprensa americana, uma amiga da vítima, identificada como Laura Mia, afirmou que Júlia chegou a comentar sobre o relacionamento com Willian, mas disse que nunca teve contato direto com ele.

Willian Rosa do Amaral é apontado como natural de Engenheiro Caldas, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. Familiares dele ainda residem na cidade, entre eles uma irmã que trabalha como manicure.

As autoridades americanas continuam investigando o caso para esclarecer a dinâmica dos fatos e a motivação do homicídio. Até o momento, a Polícia de Fort Myers informou que não divulgará as gravações das ligações para o 911 relacionadas ao crime. A morte de Júlia causou forte comoção entre brasileiros que vivem na região, que cobram justiça e acompanham o andamento do processo.

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