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Revista Brazilian Times # 86
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Família diz que brasileira assassinada na Flórida terminou namoro após suspeitar que ex só queria green card; polícia ainda investiga motivação

A investigação sobre a morte da brasileira Júlia Lima, de 21 anos, ganhou um novo desdobramento após familiares relatarem que o ex-namorado da jovem, Willian Rosa do Amaral, de 26 anos, teria interesse em se casar com ela para obter o green card, documento que concede residência permanente nos Estados Unidos. A suposta motivação, no entanto, não foi confirmada pelas autoridades norte-americanas e faz parte apenas da versão apresentada pela família.

A investigação sobre a morte da brasileira Júlia Lima, de 21 anos, ganhou um novo desdobramento após familiares relatarem que o ex-namorado da jovem, Willian Rosa do Amaral, de 26 anos, teria interesse em se casar com ela para obter o green card, documento que concede residência permanente nos Estados Unidos. A suposta motivação, no entanto, não foi confirmada pelas autoridades norte-americanas e faz parte apenas da versão apresentada pela família.

O avô da vítima, Luiz Carlos Gantois Santos, afirmou que Júlia decidiu encerrar o relacionamento, que teria durado cerca de três meses, ao perceber o suposto interesse de Willian em regularizar sua situação migratória por meio do casamento.

Segundo o relato da família, no dia do crime a jovem desceu até a área do estacionamento do condomínio após descobrir que seu carro havia sido danificado. Ainda de acordo com os familiares, Willian estaria aguardando Júlia na escada do prédio e teria efetuado dois disparos contra ela. Essa versão também não foi confirmada oficialmente pela polícia.

Após o homicídio, Willian Rosa do Amaral gravou um vídeo afirmando que iria se entregar às autoridades. Na segunda-feira (27), ele compareceu voluntariamente à polícia de Fort Myers, na Flórida, onde foi preso.

O Departamento de Polícia de Fort Myers informou apenas que o suspeito e a vítima se conheciam e confirmou que Willian foi autuado por homicídio em segundo grau. As autoridades não divulgaram informações sobre a possível motivação do crime e reforçaram que a investigação continua em andamento.

Durante a primeira audiência judicial, realizada de forma virtual, um juiz considerou haver causa provável para a acusação e determinou a manutenção da prisão do suspeito. Também foi informado que existe uma ordem de detenção migratória (ICE hold) contra Willian, o que poderá resultar em sua transferência para a custódia das autoridades de imigração após o andamento do processo criminal.

Enquanto a investigação prossegue, a polícia não descarta nenhuma hipótese e busca reunir provas para esclarecer as circunstâncias do crime. Até o momento, a suposta relação entre o término do namoro, o interesse pelo green card e o homicídio permanece como um relato da família, sem confirmação oficial por parte das autoridades responsáveis pelo caso.

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