Publicado em 18/07/2014 as 12:00am

SEMANA DO BRASIL EM NOVA YORK

A Semana do Brasil em Nova York é um evento que celebra a Independência do Brasil nos Estados Unidos (EUA) por meio da promoção da cultura, do turismo e dos negócios brasileiros nesse país.

A Semana do Brasil em Nova York é um evento que celebra a Independência do Brasil nos Estados Unidos (EUA) por meio da promoção da cultura, do turismo e dos negócios brasileiros nesse país. Três eventos compõem a Semana, a Expo Brasil, a Lavagem da Rua 46 e o After Party.

O objetivo deste evento é divulgar a imagem do Brasil nos EUA e promover a troca de experiências e negócios entre brasileiros, americanos e os milhares de estrangeiros que visitam Nova York.

As exposições e apresentações culturais visam promover as artes e artistas brasileiros; e as palestras, workshops e rodadas de negócios visam fomentar o turismo brasileiro e criar novas oportunidades de negócios entre EUA e Brasil.

ExpoBrasil 2014 celebra mulheres de poder e de axé em mostra cultural em Manhattan visa exaltar as conquistas das mulheres e a sua luta contínua e incansável por direitos iguais e resgata o papel destas mulheres com exposição de fotografias, lançamento de livro e desfile de moda.

Além das exposições de artistas brasileiras, o evento contará com estandes de produtos e rodadas de negócios multi-setorias, onde empresários poderão divulgar as suas empresas, trocar informações e formar novas uniões comerciais.

Nas páginas da história brasileira não se encontram apenas heróis capazes de dar avida por um futuro melhor às terras descobertas por Pedro Álvares Cabral. Nelas, também estão registradas a ação de heroínas, que tiveram papel de destaque no desenrolar de fatos importantes na formação da nação brasileira.

São elas o carro-chefe da Expo Brasil 2014, que acontece de 25 a 30 de agosto, em Manhattan. O evento, que faz parte da Semana do Brasil em Nova York, traz duas exposições: Mulheres de Poder, que acontece na The HSA Gallery (4 West 46th St., próximo à 5th Ave.), e Mulheres de Axé. Esta última ocorre nos dias 27, 29 e 30, na The New York State Office Building, que fica na 163 West125th St. (esquina com Adam Clayton PowellJr. Blvd.), no segundo andar.

As duas iniciativas têm à frente Silvana Magda, que conta com o apoio do senador Bill Perkins, do Centro Cultural do Caribe Instituto de Diáspora Africana e do jornal The Brasilians.

A primeira exposição destaca a coragem das guerreiras de Tejucupapo (vila do século 17distante 60 km do Recife), da baiana Maria Quitéria e da africana LuísaMahin.

A segunda aborda a força sagrada e espiritual dos Orixás. Haverá lançamento do livro de Marcos Resende, que dá nome à exibição, e debates sobre o tema. Para escrever a obra, o autor fez ampla pesquisa em terreiros de nações Bantu, Gegê e Nagô, de Salvador. No seu trabalho literário, ele destaca o perfil da liderança feminina no candomblé.

Constam na programação de Mulheres de Poder desfile de moda, com looks assinados por Monica Anjos, e exposição de fotografias de brasileiras que lutam por um mundo melhor. Os cliques são do fotógrafo radicado na Bahia Fred Pontes.

Bonecas das guerreiras do período colonial, também, vão compor o ambiente da The HSA Gallery. Abaixo, um breve resgate da bravura de importantes personagens femininas que arriscaram a vida para defender a pátria, seus princípios, seu povo.

As mulheres da vila de Tejucupapo, situada em Pernambuco, foram uma das primeiras a entrar em ação. Era um domingo de janeiro de 1646. Nesse dia, filhas da miscigenação entre índios, negros e portugueses enfrentaram com a cara e a coragem a investida de soldados holandeses, que se estabeleceram naquelas terras em 1630 e estavam em processo de expulsão.

Na ausência dos maridos, que se encontravam nas feiras da capital vendendo o pescado da semana, elas se juntaram aos poucos homens que ficaram na vila e derrotaram os invasores. Na batalha contra os seguidores do príncipe Maurício de Nassau, elas se valeram de armas bem femininas: panelas de barro e tachos cheios de água quente temperada com pimenta-malagueta. A estratégia usada nas emboscadas foi um sucesso.

No rastro das pernambucanas, vieram abaiana Maria Quitéria Almeida e a africana Luísa Mahin. Elas também deixaram a sua marca de bravura e poder feminino ao participarem ativamente, na Bahia, de rebeliões na primeira metade de 1800.

A destemida Maria Quitéria, por exemplo, não pensou duas vezes ao trocar a generosa saia rodada e a tranquila vida de senhorita de engenho por uniforme de soldado e um fuzil para defender a pátria. Disfarçada de homem, juntou-se às tropas e foi lutar contra os portugueses descontentes com a Independência do Brasil. O ano era de 1822.

Para realizar o seu intento, Maria Quitéria, que já sabia atirar e andar a cavalo muito bem, fugiu de casa, cortou os cabelos e se apresentou ao Corpo de Caçadores com o pseudônimo de soldado Medeiros. Sua identidade foi descoberta, mas ela permaneceu na tropa. Isso graças aos seus atos de coragem e bravura à frente das Batalhas de Conceição, Pituba, Itapuã e Barra do Paraguaçu. Pelo seu desempenho como soldado, Maria Quitéria recebeu das mãos de Dom Pedro a medalha de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro.

Outra que não ficou para trás em termos de bravura e astúcia foi Luísa Mahin. Do seu tabuleiro repleto de quitutes afro-brasileiros, saíram também mensagens secretas, escritas em árabe para participantes dos movimentos que sacudiram as terras baianas durante o período colonial. Os garotos entregadores das iguarias de Mahin levavam junto os planos de ação da Revolta dos Malês (1835) e, mais tarde, do movimento que levou o nome de Sabinada (1837-1838).

Luísa Mahin pertencia à tribo Ahi, da nação Nagô, cujo povo era chamado malê e seguia as leis do Alcorão. Um dos motivos que moviam os protagonistas da Revolta Malê era o direito à prática do islamismo. A revolucionária nagô deu continuidade à sua luta através do seu filho, o poeta abolicionista Luís Gama. Ele se orgulhava em dizer que era filho natural denegra africana, livre, que sempre se recusou ao batismo e à doutrina cristã. “Minha mãe era baixa, magra, bonita, a cor de um preto retinto sem lustro, os dentes eram alvíssimos, como a neve. Altiva, generosa, sofrida e vingativa. Era quitandeira e laboriosas”, escreveu ele.

No dia 30 de Agosto acontece o desfile cultural com a tradicional “Lavagem da Rua 46”. Este ano em sua sétima edição, o evento reúne os mais diferentes segmentos da cultura brasileira.

A Lavagem da Rua 46 é um desfile e festival cultural que acontece há seis ano sem Nova York.

O desfile começa no Times Square atravessando a Rua 46 até a esquina com a Avenida Madison, onde um palco é montado para apresentações musicais de artistas brasileiros e internacionais. Muitos artistas renomados já participaram de edições anteriores da Lavagem como Carlinhos Brown, Netinho, Magareth Menezes, Armandinho Macedo, Del Feliz, Magary Lord, Ademario Coelho, Jota Veloso, Edu Casanova e Carla Visi.

Mais informação sobre a Expo Brasil 2014 pelos fones: (917)528-8151, (212) 398-6464 e (212)307-7420.

Fonte: Redaçao Brazilian Times