Publicado em 7/02/2008 as 12:00am

atingidos por cheias podem sacar parte do FGTS

As pessoas que perderam ou tiveram as casas danificadas pela enchente que atingiu o distrito de Itaipava, em Petrópolis, na Região Serrana, poderão sacar parte de seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

 

As pessoas que perderam ou tiveram as casas danificadas pela enchente que atingiu o distrito de Itaipava, em Petrópolis, na Região Serrana, poderão sacar parte de seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A decisão foi divulgada nesta quinta-feira pela Prefeitura de Petrópolis, viabilizada em acordo com a Caixa Econômica Federal.

O saque ao fundo é possível graças à decretação de estado de emergência, feita pelo prefeito Rubens Bomtempo, na última segunda-feira. Com isso, os moradores que comprovarem perdas materiais em suas residências poderão retirar até R$ 2,6 mil.

Cinco dias depois da tromba d´água que atingiu Itaipava, causando nove mortes e deixando 400 famílias desabrigadas, o quadro ainda é de muita sujeira e destruição no local. As ruas estão cobertas por lama, muitas barreiras ameaçam desabar e nas calçadas há montes de entulho, restos de móveis, utensílios domésticos, roupas, brinquedos e comida.

Em menos de uma hora, o nível do Rio Santo Antônio subiu mais de 5 m na madrugada de domingo e surpreendeu os moradores, como o marceneiro Paulo Cesar Rabelo, que conseguiu subir à laje da casa no bairro de Madame Machado, um dos mais atingidos. "Nós fomos salvos por milagre, foi tudo muito rápido. Quando eu vi, a enchente já estava chegando na minha porta e não deu tempo de fazer mais nada", contou.

Já as vizinhas Maria do Carmo e Lilian Rodrigues Pereira morreram soterradas quando suas casas foram atingidas por uma grande quantidade de terra que deslizou de um morro nos fundos. O pai de Lilian, José Rodrigues Pereira, lembrava que ela ficou presa das 2h30 às 7h. "Eu falei com ela até o último minuto. Se tivessem tirado na hora em que desabou, teriam salvado a vida dela, mas levou cinco horas para retirar a terra", disse.

Outros moradores, como a aposentada Maria Magdalena da Silva, conseguiram escapar e salvar vidas: "Eu não conseguia dormir por causa dos trovões, fui para a varanda e só vi terra descendo. Corri e levei as crianças para cima da casa." O vizinho dela, contou, ficou preso nos escombros mas foi resgatado.

Hoje, após reunião do prefeito com a secretária estadual de Trabalho e Renda, Benedita da Silva, e a presidente da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla), Marilene Ramos, os locais mais atingidos foram vistoriados e começou o trabalho de limpeza e dragagem do rio, que custará R$ 700 mil.

Segundo a prefeitura, cerca de 4 mil pessoas foram afetadas, direta ou indiretamente, pela chuva. Para a limpeza das ruas e remoção dos escombros, a estimativa é de que serão necessários R$ 2 milhões

Fonte: (terra.com.br)