Publicado em 13/03/2008 as 12:00am

Bovespa vai caindo mais de 2%, após calote de US$ 17 bi nos EUA

Um calote de cerca de US$ 16,6 bilhões de um fundo americano roubou a cena nos mercados internacionais, acabando de vez com a euforia provocada pela injeção de capital feita por vários bancos centrais nesta semana.

 Um calote de cerca de US$ 16,6 bilhões de um fundo americano roubou a cena nos mercados internacionais, acabando de vez com a euforia provocada pela injeção de capital feita por vários bancos centrais nesta semana. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em forte queda, enquanto o dólar sobe.

Às 12h15, o Ibovespa, indicador de referência do mercado brasileiro de ações, caía 2,37%, a 60.700 pontos (acompanhe gráfico da Bovespa com atualização constante). Mais cedo, chegou a registrar baixa de 3,23%.

A moeda americana, também por volta das 12h15, avançava 1,61%, sendo cotada a R$ 1,701 na venda (veja quadro com o câmbio atualizado).

Apreensão
Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira mostrou que as vendas no varejo nos Estados Unidos caíram 0,6% em fevereiro, número bem abaixo da expectativa. O dado também contribuiu para a queda dos mercados de ações.

A onda de apreensão nesta quinta-feira vai derrubando as Bolsas de Valores, enfraquecendo o dólar ante outras moedas de peso, como o euro, e aumentando a alergia a risco entre os investidores. Os principais índices de ações dos Estados Unidos e da Europa recuavam nesta manhã.

As Bolsas da Ásia fecharam em forte baixa, com a desvalorização do dólar ante o iene. O mercado de Tóquio levou um tombo de 3,33%; o de Hong Kong, de 4,79%.

No Brasil, o mercado de câmbio contou com medidas anunciadas pelo governo na noite de quarta-feira (dia 12) para amenizar a valorização do real. Mas a alta do dólar "não tem nada a ver com as medidas", disse Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper, no Rio de Janeiro. "O dólar está estressando por conta do mercado externo", acrescentou.

Ata do Copom
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou hoje a ata da sua mais recente reunião, realizada na semana passada. A instituição afirmou que seus diretores cogitaram elevar a taxa básica de juros no último dia 5. Disse "estar preparada" para adotar uma postura diferente na condução da política monetária.

O Copom declarou, ainda, que mantém a previsão de que o preço da gasolina não subirá neste ano. Sobre a energia, a instituição baixou a projeção de reajuste. A alta dos preços administrados também foi revisada para baixo.

(Com informações de Reuters e Valor Online)

Fonte: (uol.com.br)