Publicado em 1/09/2008 as 12:00am

Empresas brasileiras perdem participação no mercado doméstico e internacional

Duas em cada três empresas que concorrem com produtos importados perderam participação no mercado doméstico e metade das exportadoras deixou de exportar ou perdeu participação no mercado internacional nos últimos doze meses

Duas em cada três empresas que concorrem com produtos importados perderam participação no mercado doméstico e metade das exportadoras deixou de exportar ou perdeu participação no mercado internacional nos últimos doze meses. Os dados constam na pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para medir os efeitos da valorização do Real no mercado das empresas industriais brasileiras.

De acordo com o levantamento, 37% das empresas brasileiras concorrem com produtos importados no mercado doméstico e 38% das empresas são exportadoras. Os setores mais prejudicados pela concorrência dos importados foram os de têxteis, de calçados, de vestuário e de equipamentos hospitalares e de precisão. Pelo menos 75% deste segmento teve perda de participação no mercado interno. A redução de custo é a principal estratégia que tem sido utilizada para aumentar a competitividade do produto brasileiro.

Segundo a pesquisa, o impacto do câmbio foi maior entre as pequenas e médias empresas: 4% das pequenas companhias brasileiras interromperam as exportações e 42% diminuiram a quantidade de produto vendido. Nas médias empresas, os percentuais sobem para 6% e 46%, respectivamente. Enquanto nas grandes companhias apenas 1% interrompeu a venda para o mercado externo e 37% reduziu. A desvalorização do dólar também teve impacto no tipo de insumo utilizado. Mais da metade das empresas do país utilizam insumos importados no seu processo produtivo, sendo que 6% destas começaram a usar entre 2007 e 2008. Das 1.564 empresas entrevistadas, 16% ainda não utiliza, mas pretende usar em função do barateamento do insumo fabricado no exterior.

"A perda de mercado para produtos importados tem impacto na geração de emprego e, em um prazo mais longo, ameaçará a expansão das exportações brasileiras", diz o economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco. A sondagem foi feita em todas as unidades da federação no período compreendido entre 26 de julho e 10 de agosto de 2008

Fonte: (Da redação)