Publicado em 24/04/2009 as 12:00am

Mulher grávida de 7 meses está desaparecida há 11 dias no RS

Polícia diz que ela tomou banho antes de sair para "resolver sua vida". Familiares informaram à polícia que ela não aceitava a própria gravidez.


A Polícia Civil de Não-Me-Toque (RS) investiga o desaparecimento da lavadora de carros Nélia Lúcia Roff, 44 anos, que saiu de casa em 13 de abril deste ano e não voltou mais. Ela morava sozinha com dois filhos, de 9 e 11 anos, frutos de dois relacionamentos.

Segundo o delegado Arlindo Cirio da Cunha, responsável pela investigação do caso, os pais dos dois filhos não moram mais no Rio Grande do Sul e não pagam pensão alimentícia para as crianças. "Por estar desempregada e passar por dificuldade financeira, ela não estaria aceitando bem a atual gravidez."


Cunha informou ainda que os filhos relataram à polícia que teriam ouvido a mãe, em uma oportunidade específica, fazer menção à compra de injeções. "Não descartamos a hipótese de ela ter tentado praticar um aborto. Ninguém sabe quem é o pai da criança de quem ela estava grávida, mas parece que seria um homem casado."

  

A hipótese do aborto foi fortalecida após o depoimento da irmã da vítima. "Ela nos disse que Nélia estava em sua casa quando recebeu um telefonema, de uma pessoa ainda desconhecida. Ela teria perguntado ao interlocutor se ele estava com o dinheiro. Em seguida, ela saiu da residência da irmã, foi para sua casa, tomou banho, se despediu dos filhos e desapareceu", disse o delegado.

Cunha pediu a quebra do sigilo telefônico de Nélia e identificou que, no dia do desaparecimento, a vítima recebera três ligações de telefones públicos. "Isso dificulta um pouco a investigação, mas já pedimos uma nova quebra de sigilo telefônico de pelo menos 15 dias anteriores ao desaparecimento até o prazo de uma semana após o sumiço dela."

O delegado não descarta ainda a hipótese de Nélia ter tentado praticar o aborto sozinha, passado mal e, sem assistência médica, ter morrido ou estar em dificuldades em algum local desconhecido. "Outra hipótese é a de um homicídio cometido pelo suposto pai da criança", disse Cunha.

Fonte: (G1)