Publicado em 12/08/2009 as 12:00am

Senadores poderiam agir de forma 'mais civilizada', diz Lula

Senadores são 'pessoas formadas', 'acima de 35 anos', disse o presidente. Lula esteve em comemoração de 150 anos da Igreja Presbiteriana no país.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o nível das discussões no Senado está “abaixo da média da compreensão" da sociedade. Lula fez a declaração durante solenidade de comemoração dos 150 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil realizado na manhã desta quarta-feira (12) no Centro do Rio.

“Vamos ver os debates que estão acontecendo no nosso querido Senado, uma instituição tão importante. Recentemente, o nível dos debates está abaixo da média da compreensão da nossa sociedade. [Os senadores] São pessoas formadas, com mais de 35 anos, que poderiam agir de forma mais civilizada. As pessoas se agridem de tal forma que mesmo o cidadão que gosta muito de política fica sem compreender o que está acontecendo”, disse, em fala de improviso, logo depois de ler o discurso oficial. 

O presidente se referiu às discussões no plenário da Casa na última semana. Na terça-feira (4), os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Pedro Simon (PMDB-RS) e Fernando Collor (PMDB-AL) protagonizaram bate-boca no plenário da Casa. Na quinta-feira (6), um bate-boca entre Renan e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) acabou por suspender a sessão.

O presidente também criticou os filmes violentos exibidos na TV, ao contar que assistira recentemente o filme “Amistad” sobre o tráfico de escravos negros. “Se nós ficássemos sentados à frente da TV durante 30 dias perceberíamos que poucos filmes falam de integração familiar, de paz, amor. Começam e terminam com tiros, matando as pessoas. Temos um problema crônico que é a degradação da estrutura familiar desse país”, acrescentou.

Durante o discurso, o presidente também exaltou os programas sociais do governo e disse que se sente à vontade para dizer certas coisas por que falta um ano e quatro meses para terminar o seu mandato. “Não estava escrito, a não ser na obra de Deus, que a junção de um grande empresário e um metalúrgico faria um presidente da República. Só cheguei à presidência por obra de Deus”, finalizou.

Fonte: (G1)