Publicado em 22/07/2011 as 12:00am

Cunhado confessa ter abandonado corpo de universitária morta durante aborto

Uma semana depois de detido, Hugleceide da Silva, 30, confidenciou à polícia que ocultou o corpo da estudante de direito Marielly Barbosa Rodrigues, 19, sua cunhada, logo após a vítima morrer num mal sucedido procedimento de aborto, no Mato Grosso do Sul.

Uma semana depois de detido, Hugleceide da Silva, 30, confidenciou à polícia que ocultou o corpo da estudante de direito Marielly Barbosa Rodrigues, 19, sua cunhada, logo após a vítima morrer num mal sucedido procedimento de aborto, no Mato Grosso do Sul. Ele revelou ainda que teve uma relação amorosa com a vítima, irmã de sua mulher. Contudo, ele não informou se era ou não pai da criança gerada pela estudante.

A morte aconteceu no dia 21 de maio e o corpo da jovem foi achado numa plantação de cana no dia 11 de junho, em Sidrolândia (70 km de Campo Grande). A universitária morava com a mãe em Campo Grande e escondeu a gravidez da família.

Além de Hugleceide, a Justiça determinou a prisão do enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes, 40, que até agora nega o crime.

O cunhado da vítima confessou tê-la levado até a casa de Gomes que, embora enfermeiro, tinha um salão de beleza em Sidrolândia. Ele ficou aguardando o procedimento para interromper a gravidez do lado de fora da residência e, cerca de uma hora depois, Gomes teria informado que ‘’tudo tinha dado errado’’.

A estudante estava grávida havia quatro meses. A mãe e a irmã de Marielly –que é casada com Hugleceide– disseram à polícia que nada sabiam da gravidez e chegaram a afirmar, em depoimento, que o suspeito estava em casa no dia da morte. Por meio de quebra de sigilo telefônico, entretanto, a polícia descobriu que o homem estava em Sidrolândia na ocasião. Os investigadores ainda analisam a contradição.

Ao saber da morte da cunhada, segundo Hugleceide, ele e o enfermeiro puseram o corpo da estudante numa caminhonete e o levou até o canavial.

De volta para Campo Grande, com a jovem ainda dada como desaparecida, Hugleceide participou de campanhas pela cidade. Ele vestia uma camiseta que estampava frases como ‘’Cadê Marielly?’’.

Hugleceide deve ser indiciado por ocultação de cadáver. Já Jodimar Gomes, por prática de aborto.

Fonte: UOL.COM.BR