Publicado em 11/08/2011 as 12:00am

Dilma diz que é "importante saber" de queda na aprovação popular

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (11) que vê "com muita tranquilidade" a queda no índice de aprovação do governo, apontada em pesquisa CNI/Ibope divulgada ontem (11). Segundo o levantamento, a aprovação popular de Dilma caiu de 73%,

Em entrevista a emissoras de rádio do Ceará, onde inaugura obras, a presidente disse que não vai mudar o trabalho do governo por conta de variações na aprovação popular. “Acho que pesquisa a gente tem que tratar com respeito, olhar e falar: 'É importante saber que houve a variação'. Mas o que você não pode é pautar a ação só pela pesquisa. Ela sobe, ela desce e a gente vai tocando. Vejo [a queda] com muita tranquilidade”, disse.

Apesar do bom humor ao falar dos humoristas cearenses e de anunciar investimentos para o Ceará, Dilma se mostrou irritada quando questionada se não teria “chorado de raiva” das críticas feitas pelo governador cearense Cid Gomes (PSB) ao então Ministério dos Transportes, sobre as rodovias cearenses.

“Obviamente que a responsabilidade do que ocorre no ministério e no governo federal não é do governador Cid Gomes. Acho que as pessoas são pessoas. E elas manifestam as suas emoções quando é necessário. No caso do Ministério dos Transportes e das rodovias federais no Ceará, nós reconhecemos que o governador tinha razão. O estado das rodovias era caótico. Quando a crítica é correta, cabe ao governador federal tomar as providências. E nós as estamos tomando para que esse cenário mude totalmente. Quanto às demais questões, elas são absolutamente acessórias e irrelevantes”, disse.

Defesa do consumo e emenda 29

Durante a entrevista, a presidente voltou a defender a defesa do mercado interno. Para ela, os brasileiros devem continuar consumindo. “De 2003 até hoje colocamos no mercado 39,5 milhões de pessoas. Agora nós queremos protegê-las. Para isso, temos que proteger o mercado interno, a nossa economia, a inclusão social”, afirmou.

Sobre a regulamentação da emenda 29, que prevê percentuais mínimos a serem investidos na saúde por União, Estados e municípios, Dilma disse que não quer ser “sepulcro caiado” e jogar a responsabilidade dos problemas do setor apenas para os governadores e prefeitos.

“Acho importante ter uma indicação [de percentual mínimo], mas sei perfeitamente é irresponsável achar que transferindo para os Estados eu estou resolvendo problema da saúde. Para qualquer aumento de despesa tem que haver um aumento de receita. E nós temos que discutir isso com bastante responsabilidade.”

Fonte: UOL.COM.BR