Publicado em 18/08/2011 as 12:00am

Dilma aceitou Mendes Ribeiro para Agricultura, diz líder do PMDB

O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN), afirmou na madrugada desta quinta-feira (18) em sua página no Twitter que a presidente Dilma Rousseff aprovou a indicação do deputado e líder do governo no Congresso, Mendes Ribeiro (RS

O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN), afirmou na madrugada desta quinta-feira (18) em sua página no Twitter que a presidente Dilma Rousseff aprovou a indicação do deputado e líder do governo no Congresso, Mendes Ribeiro (RS), para substituir o ministro Wagner Rossi na Agricultura.

“Mendes Ribeiro será o novo ministro da Agricultura. O nome do deputado é uma indicação da bancada do PMDB da Câmara. A indicação foi levada agora há pouco ao vice-presidente Temer, no Palácio do Jaburu. O vice-presidente Michel Temer submeteu o nome de Mendes à presidente Dilma, que aprovou a escolha”, afirmou o deputado no microblog.

Além de líder do governo no Congresso, Ribeiro é amigo de Dilma desde os tempos em que ela atuava no PDT gaúcho. Assim como Wagner Rossi, Ribeiro é ligado a Temer. Antes de definir o nome, o vice-presidente afirmou que havia ao menos quatro candidatos ao posto. "Estudamos quatro ou cinco nomes. O novo ministro terá de ser ficha limpa como foi o ministro Wagner Rossi."

Saída

A Polícia Federal informou na quarta-feira (17) que estava investigando as denúncias de irregularidades na pasta, publicadas pela imprensa. A mais recente delas, do jornal “Correio Braziliense”, acusou Rossi de viajar em jatos de uma empresa que tem contratos com o governo. O Código de Ética Pública veda essa possibilidade. O agora ex-ministro admitiu a prática “por umas três, quatro vezes”.

Além disso, a revista “Veja” denunciou a ação livre de um lobista de empresas agropecuárias junto ao peemedebista, gerando suspeitas sobre processos licitatórios da pasta. Isso causou a saída de seu número dois, o secretário-executivo Milton Ortolan.

Rossi também foi envolvido nas denúncias na Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Uma empresa teria conseguido uma suspeita restituição de quase R$ 100 milhões por conta de um imposto ligado à compra de leite em pó.

Em depoimentos a parlamentares, o então ministro chamou as informações de “denuncismo”. Rossi, entretanto, foi poupado de questionamentos mais duros, em grande parte por conta da base aliada do governo Dilma. 

Fonte: UOL.COM.BR