Publicado em 12/07/2012 as 12:00am

Tiroteios deixam oito mortos em Osasco

Oito pessoas morreram no início da madrugada desta quinta-feira (12) durante tiroteios registrados em diferentes pontos de Osasco, na Grande São Paulo. Os disparos foram efetuados em bairros da zona norte do município, como Jardim Mutinga, Munhoz Júnior e

Oito pessoas morreram no início da madrugada desta quinta-feira (12) durante tiroteios registrados em diferentes pontos de Osasco, na Grande São Paulo. Os disparos foram efetuados em bairros da zona norte do município, como Jardim Mutinga, Munhoz Júnior e Rochdale, na maioria das vezes perto de bares.

Segundo policiais militares do 42º Batalhão, os atiradores, em parte dos casos, ocupavam um veículo de passeio e nos demais passaram atirando em uma moto.

Pelas informações da PM, quatro pessoas morreram no bairro Jardim Munhoz Júnior: Edílson Silvestre da Silva, 35, e Marcelo Lúcio Gaspar Loganini, 41, encontrados na rua Palmital; Antonio Carlos Gimenez, 46, encontrado na rua Patrocínio Paulista; e Daniel Pereira Medrado, 23, encontrado na rua Doutor José Marques de Rezende.

Robson Cardoso de Godói, 22, e Jaílton Rodrigues da Silva, 29, foram mortos na rua Cuiabá, no bairro de Rochdale, perto de um bar e de um ponto de venda de drogas. Denis dos Santos, 34, foi morto num bar na rua Santo Expedito, no Jardim Canaã. E Adriano Barbosa da Silva Souza, 25, morreu na rua Jade, no bairro Mutinga.

Segundo a PM, João Manoel Gonçalves Santos, que tomou um tiro nas costas, sobreviveu e conseguiu ligar para a polícia para avisar do atentado --ele foi socorrido, mas já recebeu alta. Mais cedo, a Secretaria Estadual de Saúde informou erroneamente que a vítima havia morrido, mas corrigiu a informação por volta das 15h10. O IML confirmou que recebeu oito corpos.

Segundo a Secretaria de Saúde de Osasco, duas pessoas feridas foram encaminhadas ao Hospital Central de Osasco e submetidas a procedimento cirúrgico de urgência (laparotomia exploradora). Elas permanecem internadas na unidade e, no momento, apresentam quadro clínico estável.

De acordo com informações da Polícia Militar, não há indícios de que as vítimas eram torcedores do Palmeiras e comemoravam o título na Copa do Brasil, segundo foi informado mais cedo.

"A Polícia Militar foi a primeira a chegar nos locais de crime e, diferente do que parte da mídia começou a reportar, em nenhuma destas ocorrências havia ‘torcedor do Palmeiras’, nenhuma das vítimas estava com uniforme daquele clube de futebol. E em nenhum destes casos os familiares contatados informaram que as vítimas comemoravam o título da Copa do Brasil", afirmou em nota a PM.

Segundo a corporação, os criminosos teriam aproveitado o horário –quando fogos eram lançados para comemorar o título– para efetuar os disparos. Ainda de acordo com a PM, a Polícia Civil, responsável pelas investigações, deve adotar outras linhas de investigação já que o local das mortes é conhecido como ponto de venda de drogas. Os casos estão sendo registrados no 10º Distrito Policial de Osasco.

De acordo com a Polícia Civil, familiares informaram nos boletins de ocorrência que algumas das vítimas não estavam, de fato, comemorando o título do Palmeiras, sendo que pelo menos um deles era corintiano. Sabe-se que Denis dos Santos estava em um bar assistindo à partida e tentou se refugiar dentro do bar, mas quatro tiros atravessaram a porta com a qual ele se protegia.

Os corpos estão sendo encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal). Até o momento, sabe-se que Robson foi atingido na cabeça e no tórax; Antonio Carlos foi baleado nas costas, no tórax e no crânio; Adriano recebeu 12 tiros; Daniel foi atingido por cinco disparos (três no tórax, um no braço e um na nuca), segundo uma testemunha, feitos a partir de um Pálio; Jaílton foi encontrado caído com tiros na cabeça, no tórax e nas costas.

Jaílton, segundo a irmã dele, era gesseiro. Marcelo já teve passagem pela polícia por direção perigosa e Denis teve passagem pela Febem por furto e roubo.

O número de envolvidos nos ataques ainda é desconhecido e ninguém foi preso. Os policiais informam que a investigação está apenas começando e que é muito cedo para afirmar se houve um ataque planejado às vítimas ou uma reação aleatória dos agressores.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Segurança de São Paulo disse que está apurando informações sobre o caso.

Fonte: uol.com.br