Publicado em 11/08/2012 as 12:00am

Suspeito de matar mulher e filho tem bens bloqueados no RS

A Justiça atendeu a um pedido da família da enfermeira Márcia Cambraia Calixto Carnetti, 39 anos, e bloqueou os bens do bioquímico Ênio Luiz Carnetti, 46 anos. Informalmente, ele confessou ter matado a mulher e o filho do casal, Matheus, 5 anos. A decisão

A Justiça atendeu a um pedido da família da enfermeira Márcia Cambraia Calixto Carnetti, 39 anos, e bloqueou os bens do bioquímico Ênio Luiz Carnetti, 46 anos. Informalmente, ele confessou ter matado a mulher e o filho do casal, Matheus, 5 anos. A decisão do juiz Angelo Furlanetto Ponzoni, da Vara de Família e Sucesões do Foro da Tristeza, em Porto Alegre, abrange o patrimônio do casal, do qual o suspeito se tornou herdeiro após a morte da família: uma residência na zonal sul da capital, dois automóveis, o seguro de vida de Márcia, contas corrente e popupança e os rendimentos do laboratório do qual Carnetti era sócio - e que está em nome da mulher. A informação é do jornal Zero Hora.

Na semana passada, a Justiça aceitou denúncia contra o bioquímico, pela morte da mulher e do filho. O crime ocorreu na noite de 25 de julho, na residência da família. Segundo o Ministério Público gaúcho, Ênio matou Márcia com uma faca, por não aceitar a ideia de separação do casal. Depois matou o menino. No despacho, a juíza Carla Fernanda De Cesaro salientou os indícios de autoria do delito, atestados por bilhetes que expressam a desilusão amorosa, o motivo dos crimes e, ainda, a intenção do acusado em cometer suicídio. Ele foi salvo por pescadores na madrugada após se atirar de uma ponte no Guaíba.

Duplo homicídio

Os corpos da enfermeira Márcia e do menino Matheus foram encontrados na manhã do dia 26 de julho pela Polícia Militar na casa em que moravam, em um condomínio fechado no bairro Tristeza, em Porto Alegre. As vítimas apresentavam marcas de facada no peito.

Para a polícia, o crime foi motivado por uma suposta traição de Márcia. Carnetti havia imprimido diversos e-mails da mulher, além de um bilhete encontrado no local do crime. O bioquímico teria acessado as mensagens por meio de um software de espionagem.

Após o crime, Ênio se jogou de uma ponte na BR-290 e caiu no lago Guaíba. Ele foi salvo por pescadores da região e levado ao Hospital de Pronto-Socorro da capital. Foi após o resgate que a polícia descobriu o crime e o prendeu. Ênio está recolhido no Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) desde o dia 3 de agosto.

Fonte: terra.com.br