Publicado em 3/09/2012 as 12:00am

Grupos de sem-teto promovem ocupações na Grande SP

Grupos de moradores sem-teto realizaram na madrugada desta segunda-feira algumas ocupações em prédios e terrenos na Grande São Paulo. Entre os cinco locais invadidos, estão o edifício do INSS na avenida 9 de Julho, no centro da capital. Segundo a Frente d

Grupos de moradores sem-teto realizaram na madrugada desta segunda-feira algumas ocupações em prédios e terrenos na Grande São Paulo. Entre os cinco locais invadidos, estão o edifício do INSS na avenida 9 de Julho, no centro da capital. Segundo a Frente de Luta pela Moradia (FLM), o prédio está desocupado há 20 anos e seria invadido por 400 pessoas.

Há ocupações também em um prédio abandonado na rua Cônego Vicente, na zona oeste da capital, e na avenida Senador Teotônio Vilela, no bairro Cidade Dutra, na zona sul. Na região central, a FLM informa que ocupou o prédio do Banco do Brasil, na rua Penaforte Mendes e, na cidade de Cajamar, na Grande São Paulo, famílias ocupavam um conjunto habitacional da Caixa Econômica Federal.

Segundo o movimento de ocupação, o ato organizado tem como objetivo "exigir agilidade nos processos que destinam esses imóveis para construção de habitação popular". No prédio do INSS na avenida 9 de julho, por exemplo, os sem-teto lembram que já existe proposta do Governo Federal para transformá-lo em mais de 300 moradias populares, mas, segundo o FLM, "precisa agilidade no processo e é necessário o desmembramento do terreno e laudo definitivo se será demolido ou reforçada a estrutura".

Manifestação

Por volta das 8h30, famílias que ocupavam os prédios da região central de São Paulo saíram em direção à Praça Princesa Isabel. De acordo com os sem-teto, será feita uma passeata, por volta das 10h, pelas avenidas Duque de Caxias e Rio Branco, até a sede da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), que fica na região da Luz.

Segundo informações da Polícia Militar, no início da manhã desta segunda-feira, nenhuma ocorrência havia sido registrada nos pontos de invasão. A corporação não soube informar o número de policiais deslocados para monitorar os prédios ocupados.

Fonte: terra.com.br