Publicado em 19/08/2013 as 12:00am

Mãe de Eliza Samudio diz que Bruno mentiu em entrevista e veta aproximação dele com o neto

Mãe de Eliza Samudio diz que Bruno mentiu em entrevista e veta aproximação dele com o neto


A mãe de Eliza Samudio afirmou que o ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes, condenado a 22 anos pelo assassinato da modelo, mentiu em entrevista na qual ele pediu aos envolvidos na morte da ex-amante a localização dos restos mortais dela.

"É uma declaração mentirosa. Aquilo (morte de Eliza) foi feito a mando dele. Ele sempre esteve no comando de tudo. Ele que arquitetou e premeditou, fez tudo da cabeça dele. Os demais só executaram os pedidos dele. Se ele quisesse, bastava uma palavra sua para que o corpo da minha filha fosse encontrado", declarou Sônia de Fátima Moura.

Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010, e a Justiça de Minas Gerais determinou a expedição da certidão de óbito dela em janeiro deste ano.

Sônia Moura, que detém a guarda do neto, cuja paternidade é atribuída ao ex-goleiro do Flamengo, disse que irá fazer de tudo para que o jogador não tenha contato com a criança, um dos desejos externados por Bruno na entrevista, que pediu perdão ao menino, hoje com 3 anos e seis meses.

"É uma fala decorada. Enquanto eu puder, jamais vou deixá-lo (Bruno) se aproximar do meu neto, ele não vai fazer isso. Ele é um risco para o meu neto. Não é uma boa influência", afirmou.

Citando a hipótese de o goleiro ter dito a verdade, a mãe de Eliza lançou um desafio ao goleiro. "Se ele realmente quer uma tentativa de se redimir, ele tem que dizer ao menino onde está o corpo da mãe, para que ele possa ser enterrado de maneira digna e, no futuro, o meu neto saber onde a mãe está".

Sem perdão

Sônia Moura disse acreditar que o neto não irá perdoar o goleiro por entender que Bruno é o culpado pela morte da filha.

"Na hora em que ele souber de todo os detalhes do caso, tudo o que aconteceu na vida dele, ele não vai perdoar", salientou a mãe de Eliza, que ainda se referiu ao fato de o goleiro, conforme as investigações da polícia, ter tentando fazer Eliza abortar a gestação do menino.

Ela ainda cita a descrição da execução de Eliza como um dos fatores preponderantes para que a criança queira distância de Bruno.

"O meu neto só não foi assassinado junto com a Eliza porque o executor tinha uma ética profissional de não matar crianças. Imagine os traumas que o meu neto vai carregar pelo resto da vida, quando estiver na fase adulta", descreveu.

Segundo a polícia, Eliza foi morta no dia 10 de junho de 2010 na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. O imóvel fica localizado na cidade de Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Acusado de ser o executor de Eliza, Bola foi condenado a 22 anos de prisão pelo crime.

"Eu pergunto, uma criança que passou pelo que ele passou vai querer conhecê-lo (Bruno)?", salientou.

Escola

Sônia Moura vive com o neto em cidade do Estado do Mato Grosso do Sul e afirmou que tenta filtrar as informações do caso a ele. Neste ano, a ela disse ter matriculado o menino em uma escola e tenta fazer com que ele leve uma vida normal.

Segundo ela, o garoto vem tendo acompanhamento psicológico constante. "Eu tento passar para ele muita segurança. Acho que daqui a uns dois anos, ele começa a entrar na internet. Ele vai ter acesso ao que foi noticiado sobre o caso. Nesse momento, tenho que estar preparada para lidar com isso. A psicóloga acompanha para me orientar no que vai ser explicado a ele e de que maneira isso vai ser feito".

A mãe de Eliza disse que o neto não tem nenhum tipo de ajuda financeira por parte do goleiro.

Fonte: www.uol.com