Publicado em 25/08/2013 as 12:00am

Mortos em descarrilamento de bondinho são lembrados no RJ

Mortos em descarrilamento de bondinho são lembrados no RJ

Moradores de Santa Teresa realizaram uma celebração religiosa na manhã deste domingo (25) em memória aos seis mortos no acidente no tradicional bondinho do bairro, ocorrido há quase dois anos.

O culto, de caráter ecumênico, integra uma série de atividades programadas para marcar os dois anos da tragédia, que se completam na terça-feira (27). No sábado, os moradores e alguns turistas fizeram um protesto pela volta do serviço de bonde ao bairro. O serviço está suspenso desde o descarrilamento.

A Associação de Moradores de Santa Teresa pretende ir ao Leblon na terça-feira para marcar a passagem dos dois anos da tragédia. Está programado um protesto próximo à residência do governador Sérgio Cabral (PMDB).

Além de pedirem ao governo que os bondinhos voltem a trafegar pelo bairro, os moradores temem que os trens voltem em 2014, segundo a previsão do Estado, descaracterizados - ou reeditados em uma versão direcionada apenas para o uso dos turistas.

"Queremos que o bondinho seja mantido e que preserve suas características tradicionais. Adoramos os turistas, mas queremos que o bondinho reproduza a mistura presente no bairro", afirma Ana Lúcia Barros, vice-presidente da associação de moradores.

Para a manifestação de terça-feira, eles prometem levar uma réplica do bonde feita por um artista local.

"Esperamos ainda a ajuda do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que nos ajude a preservá-lo", completou Ana Lúcia, referindo-se ao tombamento do traçado de uma das linhas dos bondes, determinada pelo órgão no ano passado.

Durante a cerimônia ecumênica, um dos momentos de maior emoção ocorreu quando o motorneiro Nelson Correia da Silva foi mencionado. Ele foi uma das vítimas do acidente e era condutor dos passageiros de Santa Teresa havia 30 anos.

Embora não morasse no bairro, Silva era considerado personagem de Santa Teresa pela comunidade. Familiares dele compareceram à celebração. No bairro, há preocupação com a falta de assistência à família do trabalhador.

"Passaram-se dois anos e nada foi resolvido. A mulher do Nelson, por exemplo ainda não recebeu nada", afirma Heloisa Pires Ferreira, de 70 anos, 61 deles vividos em Santa Teresa.

Fonte: www.uol.com

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