Publicado em 9/09/2013 as 12:00am

Dois dias após protestos, 20 pessoas cotinuam presas em SP, RJ e MG

Dois dias após protestos, 20 pessoas cotinuam presas em SP, RJ e MG


Pelo menos 20 pessoas continuavam detidas, nesta segunda-feira (9), dois dias após serem encaminhadas a delegacias em três capitais do país, durante as manifestações do 7 de Setembro, no último sábado.

Ao todo, nas 11 principais capitais do país, 335 manifestantes foram detidos para averiguação --alguns deles foram indiciadas e devem responder a processos.

Em São Paulo, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), das 21 pessoas que haviam sido detidas para averiguação, quatro acabaram presas e indiciadas pelos crimes de tentativa de homicídio, formação de quadrilha, dano ao patrimônio e resistência à prisão. Outros quatro adolescentes desse grupo foram detidos e encaminhados à Fundação Casa.

As duas pessoas que estavam presas no 2º DP (Bom Retiro) foram encaminhadas ao Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.

Para os outros dois presos, indiciados por dano ao patrimônio e resistência à ordem de prisão, foi arbitrada fiança de dois salários mínimos.

O manifestante que responderá por tentativa de homicídio, de acordo com a SSP, é suspeito de ter agredido um policial da Rocam com um pedaço de pau.

Já os 18 presos durante as manifestações, encaminhados ao 1º DP (Liberdade) e ao 78º DP (Jardins), foram liberados.
A PC (Policia Civil) de Minas Gerais informou nesta segunda-feira (9) abriu processo criminal contra 15 presos no sábado durante protestos em Belo Horizonte.

A maioria dos detidos era na faixa etária de 20 anos, segundo informou o delegado Hugo e Silva, responsável pelas investigações, nesta segunda-feira (9).

Os detidos seriam apresentados esta manha à imprensa, na sede da PC, em Belo Horizonte, mas um grupo de cerca de 20 manifestantes ocuparam os jardins de entrada do prédio. Para evitar "mais confrontos", a polícia desistiu de mostrar os presos.

Os 15 ativistas estão em prisão pré-cautelar no centro de reeducação prisional de segurança publica (Ceresp) Gameleira e foram enquadrados nos crimes de dano ao patrimônio, corrupção de menores e desacato a autoridade. Seis desses jovens, além desses crimes, foram enquadrados no crime de constituição de milícia privada, que prevê penas de quatro a oito anos de prisão. O crime e inafiançável.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou hoje que só uma pessoa foi presa durante os protestos.

Fonte: www.uol.com