Publicado em 19/10/2013 as 12:00am

Tecnologia acirra disputa entre cinemas de Ribeirão Preto

Tecnologia acirra disputa entre cinemas de Ribeirão Preto


A concorrência entre as salas de cinema instaladas em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) está fazendo as empresas que atuam na cidade investirem em tecnologia digital para exibição de filmes e em mais conforto e comodidade para os clientes.

A mudança no modo de projeção --de película para o digital-- exige a importação de equipamentos que, assim como sistemas de computação e de telefones, estão em constante atualização.

A rede Cinépolis inaugurou no começo deste mês um novo cinema no shopping Iguatemi com salas 100% digitais. O grupo também tornou digital há uma semana a exibição de filmes no shopping Santa Úrsula, onde já operava.

Já a rede Cinemark, instalada no Novo Shopping, informou que até o final do ano todas as salas serão digitalizadas. A rede UCI, instalada no Ribeirão Shopping, não quis falar com a reportagem.

Para Thiago Afonso de André, coordenador de tecnologia do cinema da USP de São Paulo, a atualização tecnológica das grandes redes atende às exigências dos clientes e das novas plataformas.

"Qualidade de imagem e de som são prioridades. Cada pessoa tem sua prioridade, mas uma boa exibição tira de casa o cliente que já tem boa televisão e filmes a escolher", afirma ele, que é doutorando em projeção digital pela USP.

SISTEMA, SÓ DIGITAL

Ele também afirmou que as grandes redes precisam se adaptar ao sistema digital exigido pelas distribuidoras de filmes. "Não tem como fugir dessa regra de padrão de exibição", disse André.

A professora Esther Hamburger, do departamento de cinema, rádio e televisão da USP de São Paulo, afirmou que a concorrência é benéfica ao cliente, mas pode ser "discriminatória" por impedir a película em função de uma definição maior.

Além das salas 100% digitais, o Cinépolis do Iguatemi montou duas salas VIP. O diferencial são as poltronas reclináveis e mais espaçosas. O preço também é maior: a partir de R$ 30 --na cidade, os cinemas cobram o bilhete a partir de R$ 8.

"Ribeirão tem um enorme potencial cultural e um público que busca cada vez mais novidades de entretenimento. Por isso, decidimos levar novos modelos de exibição", disse Eduardo Acuña, presidente do Cinépolis no Brasil.

No Cinemark, a única sala XD tem tela 40% maior que as convencionais da rede e vai do teto até o chão. O sistema de som usado é o 7.1 (com mais recursos de áudio) e a tela 3D é prateada. No país, segundo a gerente de marketing da rede, Maricy Leal, só 23 cinemas do Cinemark usam a tecnologia.

Fonte: www.uol.com