Publicado em 25/11/2013 as 12:00am

Leitores divergem sobre a reprovação no ensino público

Leitores divergem sobre a reprovação no ensino público


Em "Culpar a vítima é escapismo" ("Opinião", 24/11), Rose Neubauer faz um diagnóstico preciso da educação. A mítica escola pública de antigamente alijou milhões de pessoas da educação formal e as relegou à margem do mercado de trabalho. A lógica classista imperava soberana porque naquele contexto havia uma limitação institucional: por não haver vagas para todos, a reprovação tinha um sólido álibi. Embora o contexto não seja o mesmo, cresce na sociedade o sentimento equivocado de que o retorno da reprovação garantirá qualidade aos futuros alunos. Todavia, as pesquisas estão em toda parte: reprovação é sinônimo de evasão. Em pleno século 21, a sociedade de classes agradece: o sistema educacional paulista contribuirá acintosamente para formar trabalhadores braçais.

HAROLDO H. SOUZA DE ARRUDA (São Paulo, SP)

Chama a atenção que todas as opiniões sobre a progressão continuada não partam de professores, mas sim de "especialistas". Por que a Folha não chama professores para opinar? São eles que estão nas escolas. Não seriam eles os verdadeiros especialistas?

KITO FERNANDES (São Paulo, SP)

Não admira que ninguém mais queira ser professor neste país. O artigo de Rose Neubauer é mais uma afronta aos professores. Ela diz que os alunos são vítimas e os culpados são os professores, que não ensinam; que a aprovação automática é o "progresso", e a repetência, o "atraso"; que os repetentes precisam passar para não sofrerem com "baixa autoestima". Que discurso mais arcaico.

NATALIA FERNANDES (São Paulo, SP)


Fonte: www.uol.com

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