Publicado em 16/01/2014 as 12:00am

'Rolezinho' pode virar caso de polícia quando há depredação

Alckmin diz que 'rolezinho' vira caso de polícia quando há depredação

O governador Geraldo Alckmin disse nesta quinta-feira (16), durante o lançamento de um projeto de educação na Escola Antonio Alves Cruz, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, que os "rolezinhos" são manifestações de lazer e só viram caso de polícia quando há depredação ou roubo. Segundo Alckmin, a segurança da parte interna dos shopping é privada, mas a polícia pode atuar, se houver necessidade, para proteger a população. "Se tiver depredação, roubo, é diferente, vira um problema da polícia", disse. "Antigamente eu dava um rolê na praça, no meu tempo de jovem, em Pindamonhagada. Hoje é no shopping, os tempos mudam, mas não pode haver depredação", afirmou o governador. Na quarta-feira (15) a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que policiais militares não vão fazer segurança preventiva de shoppings. Em nota, o secretário da Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP), Fernando Grella Vieira, defendeu que "o rolezinho não pode ser considerado crime, mas um fenômeno cultural, motivo pelo qual não deve ser tratado como caso de polícia". Segundo a secretaria, "a segurança dos shoppings é privada" e a PM irá agir apenas em casos de quebra da ordem. Um dia antes, em evento em Campinas, o secretário já havia defendido o uso da força por policiais militares em caso de tumultos. "A função da policia é manter a ordem. Não é papel dela fiscalizar shopping. Mas se houver risco iminente ou se for acionada, aí sim, passa a atuar", falou. A Corregedoria da PM apura a ocorrência de possíveis excessos por parte dos policiais durante um evento no Shopping Metrô Itaquera, no último fim de semana. 'Rolezinhos': histórico e polêmicas Os recentes "rolezinhos" em shoppings centers de São Paulo, nos quais adolescentes se encontram para passear e paquerar, depois de combinar tudo pelas redes sociais, têm causado medo em lojistas e chamado a atenção da sociedade. Desde o fim de 2013, jovens têm organizado encontros pelas redes sociais, principalmente, em shoppings da capital paulista e da Grande São Paulo. Os eventos ficaram conhecidos como "rolezinhos".

Fonte: (G1)