Publicado em 17/02/2014 as 12:00am

Porto Velho tem maior cheia da história e causa tragédias

Porto Velho tem maior cheia da história

O nível do Rio Madeira em Rondônia chegou a 17,66 metros na manhã desta segunda-feira (17), de acordo com o chefe de operações da Defesa Civil da capital, Paulo Afonso. A marca é considerada histórica já que ultrapassa a maior já registrada em 1997 de 17,52 metros. O nível do Rio Madeira subiu 16 centímetros em menos de 12h. A Defesa Civil afirma que mais de mil famílias foram atingididas pela cheia do rio entre desabrigadas e desalojadas.
O governo do estado decretou estado de emergência em quatro cidades: Porto Velho, Santa Luzia, Guajará-Mirim e Rolim de Moura. O município já havia decretado estado emergência há três semanas na capital. Há risco de famílias estarem isoladas, disse o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Rondônia, Lioberto Ubirajara Caetano de Souza. O trabalho se torna difícil por causa da grande extensão da bacia do Madeira.
O ministro da Integração Nacional, Francisco José Teixeira, disse no sábado (15), durante visita ao estado, que poderá enviar a qualquer momento ajuda federal para o resgate de famílias atingidas.

A Eletrobras Distribuição Rondônia deu início, na sexta-feira (14), ao desligamento emergencial de energia nas residências afetadas pelas cheias do Rio Madeira em Porto Velho, principalmente, nos bairros Baixa da União, Balsa, Triângulo, Nacional e São Sebastião II, os mais atingidos. Em comunicado, a concessionária de energia no estado confirma que o fornecimento também já foi suspenso nas 5ª, 6ª e 7ª linhas da comunidade de Ribeirão, no município de Nova Mamoré. Diante de emergências o contato disponibilizado pela empresa é o 0800 647 0120.
Na região central de Porto Velho, a mais afetada, além dos moradores, os prédios do Tribunal Regional Eleitoral e Justiça Federal começaram a ser evacuados por causa da invasão da água do rio. Na quinta-feira (13), moradores do Bairro Triângulo fizeram protesto afirmando que a 'culpa' da cheia do rio é das usinas construídas no Madeira (Jirau e Santo Antônio).

Fonte: (g1)