Publicado em 14/11/2014 as 12:00am

Consulados foram informados para não liberar visto para americano

O estrangeiro é conhecido como "instrutor de pegação" e está com palestras agendadas no Rio e em Florianópolis, em janeiro

Fontes no Ministério das Relações Exteriores informam que todas as embaixadas brasileiras no exterior receberam uma circular que pede que a sede do Itamaraty, em Brasília, seja consultada, caso o americano Julien Blanc faça um pedido de emissão de visto para entrada no Brasil.

O estrangeiro é conhecido como “instrutor de pegação” e está com palestras agendadas no Rio e em Florianópolis, em janeiro. Entre as técnicas que Blanc ensina aos homens estão ignorar quando mulheres dizem não à aproximação sexual, conseguir um beijo forçado (sufocando-as com as mãos) ou empurrar a cabeça de uma mulher em direção ao pênis para induzir a prática de sexo oral. Há uma petição no site Avaaz.org que pede que a Polícia Federal barre a entrada do “expert” no Brasil, já com mais de 240 mil assinaturas.

Diferente do que havia sido divulgado anteriormente por alguns veículos, a circular não diz que ele será barrado. Ela apenas pede consulta a Brasília para emissão de visto. Algumas fontes internas, no entanto, acreditam que há grande chance do visto ao estrangeiro ser negado. O Itamaraty, porém, ainda não emitiu sua posição oficial sobre o caso. Em nota enviada pela assessoria de comunicação do Itamaraty ao jornal EXTRA, o órgão informa que “está a par da petição eletrônica que pede a denegação de acesso ao norte-americano. Estamos em consulta com os demais órgãos do Governo Federal para avaliar a ação que deverá ser tomada em caso de eventual pedido de visto de ingresso”.

Segundo os coletivos feministas que estão à frente da petição, as técnicas ensinadas por Blanc “exaltam a cultura do estupro, crimes de agressão emocional e física contra mulheres, o racismo e o profundo desrespeito pelas mulheres”.

As ativistas dos grupos Rua Nua e Ozomexplicanista dizem que vão pressionar o Itamaraty até que ele emita uma nota oficial informando sua decisão. “Enquanto não houver uma posição oficial, a petição segue em frente”, afirmou a artista Jazz Mota.

Fonte: Da Redação