Publicado em 2/10/2015 as 12:00am

EUA mantém previsão de abertura de consulado em Porto Alegre para 2017

Novo cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo garantiu que foco não é sobre cidadão comum

Da redação

O consulado dos Estados Unidos em Porto Alegre deve iniciar os trabalhos entre o fim de 2016 e o início de 2017. A previsão foi reafirmada hoje pelo cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Ricardo Zuniga, que teve encontro com o governador José Ivo Sartori no Palácio Piratini. Na visita, o cônsul de São Paulo apresentou a Sartori o novo cônsul estadunidense para Porto Alegre, John Jacobs. O cônsul-geral ainda disse que o agendamento de entrevistas para retirada de vistos só deve se iniciar após a conclusão das obras do consulado, na zona Norte da Capital. 

O cônsul-geral afirmou que a relação entre os dois países é a mais forte de toda a história, destacando com isso a importância da futura abertura do consulado em Porto Alegre. ”Temos uma relação mais forte do que nunca. A reunião entre os presidentes (Dilma Rousseff e Barack Obama) foi muito produtiva. Parte disso, foi uma continuação da conversa de como facilitar o intercâmbio de visitantes de um país para outro”, disse o cônsul, sem detalhar que tipo de medidas e quando elas podem ser implementadas para facilitar as visitas e imigrações por parte dos Estados Unidos.

Questionado sobre o uso de sistemas de espionagem dos Estados Unidos sobre cidadãos brasileiros, o cônsul-geral afirmou que esse instrumento só é utilizado contra pessoas consideradas perigosas. Ainda segundo ele, o trabalho das agências de segurança dos Estados Unidos servem para tornar o mundo um lugar menos perigoso diante dos extremismos.

“O presidente falou da importância dos nossos sistemas para proteger, não só os cidadãos dos Estados Unidos, mas também dos outros países. Isso não tem nada que ver com tentar espionar uma pessoa ou indivíduo. O que estamos fazendo é enfocando nas pessoas que são pessoas perigosas. O mundo é muito perigoso não só para os Estados Unidos, mas para cidadãos de muitos países. Podemos ver que o extremismo é uma realidade. O trabalho dos nossos serviços de segurança é proteger contra esses indivíduos que são tão perigosos. Não tem nada a ver com informação privada do cidadão. Não é nem nosso objetivo, nem o que está acontecendo”, disse Zuniga.

Questionado ainda pela reportagem da Rádio Guaíba sobre as possíveis repercussões negativas para os imigrantes brasileiros em caso de uma vitória do pré-candidato republicano Donald Trump nas eleições presidenciais estadunidenses desse ano, o cônsul minimizou. O republicano promete aos eleitores a deportação dos mais de 11 milhões de imigrantes dos Estados Unidos, focando discurso na população mexicana, que, segundo ele, leva drogas e prostituição aos Estados Unidos. “Uma campanha política nos Estados Unidos é como em qualquer outro país. As pessoas vão dizer o que vão dizer para certos públicos. O que fica claro para Estados Unidos é que o turista brasileiro é muito valorizado. Nós queremos facilitar esse intercâmbio. Tem um impacto comercial. Nós queremos ter mais visitantes do Brasil e vamos facilitar da forma possível”, disse.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil calcula que haja entre 1,3 milhão e 1,4 milhão de brasileiros morando nos Estados Unidos. Já o censo estadunidense de 2010 contabiliza cerca de 340 mil.

Fonte: Brazilian Times